#CARÁTER #PERSISTÊNCIA#DISCIPLINA#HUMILDADE

Podcast#19 – Paixões: preparação física, futebol e organização de treinamento.

Veja que esse artigo também é um podcast! Não deixe de ouvir o áudio!

Pode parecer um ponto fora da curva nos nossos escritos por aqui. Como assim envolver o futebol no ambiente de academia? 

A verdade é que na minha visão, preparação física em si contém a mesma estrutura, seja para o alto rendimento, seja para o cidadão comum. Em ambos devem existir processos que contemplem as vertentes físicas e psicológicas em bases estruturadas e progressivas.

Aproveitando a ocasião da Copa do Mundo ⚽️ realizada na Rússia (ainda farei um mestrado por lá 🎯), decidi colocar como disponível para leitura minha pesquisa de tempos de FEFISA, que rendeu muita experiência e aguçou ainda mais minha vontade em trabalhar para o resto da vida com preparação física. Eis o título:

A PRÉ–TEMPORADA E A PREPARAÇÃO FÍSICA NO FUTEBOL: A INFLUÊNCIA DO CALENDÁRIO NO BRASIL E NA EUROPA

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Essa aventura começou em 2010, ainda no terceiro ano de faculdade em uma conversa bem informal com o mestre Nicolino Bello (gratidão total) sobre a disparidade abissal que vivemos em nosso futebol quando comparado ao futebol europeu. As diferenças residem em todos os aspectos, mas nos atentamos à nossa área em si, sobre em como a preparação dos atletas para um ano inteiro de competições, que podem somar até 80 jogos (quase 1 jogo a cada 4 dias, com distância média percorrida de 12km a 55% do VO²pico) é feita em míseros 12 dias. Esses dados são de 2011/2012. Hoje a realidade mudou um pouco, 15 dias. Sim, estamos longe do ideal.

“É inadmissível fazer 12 dias de pré-temporada depois de um mês de férias e iniciar uma competição. Tem de dar um mês de trabalho (sic).”

Abel Braga, técnico

Se nós da área acadêmica já julgávamos o tempo de preparação física curto, imagina quem trabalha e é cobrado insistentemente por imprensa e torcida em relação à rendimento e alta performance desde o primeiro minuto em campo. Além de mover paixões, o futebol é um mercado milionário que envolve cifras inimagináveis para a realidade do brasileiro.

Somado a isso, a falta de tempo para um trabalho bem executado resulta sempre em lesões que podem deixar de fora um atleta que custa R$300,000,00 na folha salarial do clube, gerando um déficit absurdo ao clube.

Imagine a pressão em cima da equipe de fisiologia e preparação física.

Coube a mim discorrer sobre esses fatos, colocando um paralelo com os clubes europeus, tão acima da realidade. Durante a jornada de pesquisa, pude conhecer profissionais exemplares, em uma caminhada que nem imaginava trilhar: entrevistei profissionais altamente gabaritados como Antonio Carlos Gomes  (superintendente do Comitê Olímpico Brasileiro – COB), Altamiro Bottino (fisiologista dos mais incríveis que conheço), Élio Carraveta (simples e genial em encontrar soluções e propor metodologias de trabalho altamente eficientes), entre os outros 11 profissionais que há época eram fisiologistas ou preparadores físicos de clubes da série A do futebol brasileiro.

QUANDO ENTREVISTEI PROFISSIONAIS DO REAL MADRID, SEVILLA, VILLARREAL, BARCELONA E VALENCIA

A pesquisa ganhou ainda mais relevância quando de modo quase inimaginável conseguimos entrevistar os profissionais dos clubes espanhóis mencionados acima. Pra mim, é como se em cada resposta eu estivesse dentro do Santiago Bernabeu ou do Camp Nou. A partir disso conseguimos desenvolver uma pesquisa que nos possibilitou dois convites para congressos, em 2011 e 2012. Experiências de valor inestimável.

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Técnico de futebol Jorginho, no saguão do hotel em Porto Alegre

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Kléberson, pentacampeão com a seleção em 2012, comigo no Congresso Internacional de Futebol

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CONSTATAÇÃO FINAL: FORÇA REALMENTE É MÃE DE TODAS AS CAPACIDADES FÍSICAS

É algo que trago até hoje comigo e que se tornou na minha base metodológica aplicada na Invictus uma verdade irrefutável: desenvolva força e conquiste resultados incríveis.

Absolutamente todos os preparadores físicos consideram essa a mais importante capacidade física a ser desenvolvida no período de pré-temporada, cientes de que assim sendo, as demais valências virão como consequência desse trabalho. É o que fazemos por aqui também, claro que dentro da realidade de um cidadão comum.

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Para quem trabalha com preparação física, seja personal trainer ou não, vale muito a leitura, e comprovadamente o paralelo funciona. Desenvolva seus clientes e alunos como atletas de fato, e faça com que eles colham sucesso para que você possa fazer o mesmo.

Viva o futebol!

Dores no joelho: o fim do agachamento?

Dores no joelho. Existem muitas e causadas por um ou mais fatores associados. No entanto, quero aqui não apenas escrever sobre esse tema tão recorrente, mas apontar um caminho através do nosso olhar sobre funcionalidade. A princípio ele pode te parecer um pouco “excêntrico”, mas ao final da nossa linha de raciocínio, tenho certeza que esse parecer lhe será valioso.

 

Dores no joelho: identificar padrões funcionais para bem atender

Direto ao ponto em relação à joelho. Na grande maioria dos casos que atendemos aqui na Invictus, ele é apenas o ponto da dor, e não a origem da dor. E isso é absolutamente funcional. Mais uma vez destaco a importância do termo, lembrando autores e treinadores referência, como Mark Verstegen, Michael Boyle e Gray Cook. Uma vez que na avaliação funcional do movimento encontramos padrões em disfunção, muito provavelmente encontraremos também estruturas articulares em estado inflamatório de maneira aguda ou crônica (tendinites e tendinoses) ou degeneração cartilaginosa, ocasionada por uma mecânica ruim.

Gosto de afirmar que o profissional de educação física, e que trabalha com o exercício em si, é antes de mais nada um profissional do movimento. E cada pessoa, dentro de seu acervo motor, de seu histórico de atividade física e de seu componente genético, apresenta particularidades mecânicas que desencadeiam respostas motoras, ora muito boas (adaptabilidade rápida ao treinamento), ora nem tanto (déficits funcionais e dores).

Portanto, uma vez que sabemos como o aparelho locomotor se move de fato, fica mais fácil identificar padrões motores que possam gerar compensações de ordem fasciais, musculares e articulares. Afinal, o corpo humano não se resume a ossos, músculos e vísceras, mas em uma rede orgânica interdependente, que deve estar em harmonia de estruturas para que dores não prevaleçam na rotina das pessoas.

Certa vez um professor renomado me questionou, dizendo que a subjetividade dos meus clientes não poderia ser a melhor maneira de identificar se nosso trabalho é realmente bom. Respondi, lhe fazendo outra pergunta: se nosso trabalho não é entregar solução na vida das pessoas, então qual é? Não obtive resposta.

Saiba mais sobre a importância da mobilidade articular lendo esse artigo ✍️ ou ouvindo esse Podcast 🎧.

 

A real função do joelho: estabilidade

O joelho assume um papel simples do ponto de vista biomecânico: gerar estabilidade de movimento através uma alavanca interpotente. As estruturas adjacentes ao joelho em níveis inferiores e superiores, ou seja, os quadris e os tornozelos assumem por sua vez um papel de estruturas de mobilidade articular. E sim, as estruturas de mobilidade articular tem a prerrogativa de gerar mais e mais movimento, algo possível pela condição articular que lhes fora conferida. Entrando um pouco no conceito biomecânico de planos e eixos, enquanto o joelho produz “apenas” o movimento de flexão e extensão, quadris e tornozelos produzem flexão, extensão, hiperextensão, adução, abdução, e rotações.

E sendo assim, para que uma grande variabilidade mecânica seja possível ao aparelho locomotor, como por exemplo saltar, andar, correr e mudanças de direção, as articulações de mobilidade darão os “comandos”, e as estruturas de estabilidade, em especial os joelhos, deverão estabilizar o movimento, trazendo performance e segurança, na rotina de não-atletas ou atletas com desempenho esportivo de médio e alto impacto.

 

Dúvidas? Envie a sua

 

Dores no joelho são mais comuns em mulheres. Por que?

A angulação do quadril é o grande ponto. A isso denominados Ângulo Q.

Ângulo Q – É o ângulo formado entre as retas: 1) que passam pelo centro patelar e a tuberosidade tibial e 2) pelo centro patelar e a Crista Ilíaca Superior Anterior (CISA) • É maior nas mulheres, pois estas apresentam maior distância horizontal entre as CISAs.

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As mulheres tem em média um ângulo quase 5 graus superior em relação aos homens (quase 40% em média). Isso eleva a importância do trabalho bem feito dos glúteos para sustentar não só os quadris e coluna, mas também para garantir que não haja a indesejada rotação interna dos joelhos. Imagine cada passo que se dá durante o dia gerando tal rotação durante meses. O resultado não pode ser outro senão um desgaste patelar, causa primária de estados de condromalácia.

É um paradoxo incrível: acabamos de citar a importância dos joelhos, tendo como função (daí o termo funcional) estabilizar um movimento, qualquer que seja a nível de membros inferiores. Entretanto isso só será possível se houver ótima mecânica de quadris e tornozelos, bem como uma atividade muscular no mínimo aceitável, tanto de coxas como de glúteos, para que essa estrutura não sofra agressões. É a interdependência articular, como em uma sinfonia perfeita.

Estruturas que afetam a boa fluidez dos joelhos

Uma vez que juntos chegamos à conclusão que os joelhos são estruturas de estabilidade, e que portanto sua condição de plano de movimento é limitada, também vamos concordar que, em se tratando de dor ele dificilmente será o “culpado”. Claro, exceções como em casos de acidentes e quedas que possam gerar rompimentos ligamentares e tendíneos entram em um outro quadro, ainda que os trabalhos para o quadro de melhora sejam similares.

Um quadro de dores agudas e crônicas, onde exista a preservação tanto de ligamentos, como de meniscos e tendões, é, na ampla maioria dos casos, um problema desencadeado pela falta de mobilidade de alguma das estruturas abaixo:

Tornozelo e fáscia plantar (aponeurose)

A dinâmica da mecânica dos tornozelos em suma exerce grande influência na saúde dos joelhos. Uma análise funcional nos dará a certeza de que tal estrutura esta de fato dando condições para que haja uma angulação harmônica que possibilite que o tendão de aquiles possa fluir e ao mesmo tempo sustentar a dosiflexão do tornozelo e a flexão dos joelhos em variados graus, sejam no simples ato de caminhar, seja em um agachamento total com 150kg de carga. Uma debilitada capacidade de dorsiflexão plantar esta relacionada com a dificuldade do trabalho do tendão de aquiles, sobretudo quando há também um excesso re rigidez da fáscia plantar.

Quadril em déficit funcional

Se o quadril estiver em déficit funcional, tanto joelhos como coluna lombar, ambas estruturas de estabilidade, sofrerão absurdamente (curiosidade: as duas maiores queixas de dor do aparelho locomotor no Brasil).

Não adianta olhar para o joelho em si, mas é necessário um olhar mais global. O corpo até pode ser dividido em partes nos livros, mas os segmentos não atuam isoladamente, mas como dito anteriormente, em uma sinfonia perfeita.

Afirmo categoricamente: dores nos joelhos onde exista disfunção de quadril a intervenção é clara. Nada de fortalecer, mas de mover melhor cada quadril.

Um teste de mobilidade de quadril pode mostrar como ele se comporta em relação ao joelho e à coluna. Como o foco do artigo é falar sobre o joelho, vou me ater mais nele.

Uma vez que a mobilidade de quadril esteja em boas condições, desenvolver força e potência muscular na coxas e nos glúteos de torna nossa obrigação para joelhos saudáveis.

Ombros

Ombros? Claro! Não esqueça que o corpo é uma estrutura única, que o insistimos em dividir em partes. Caso a cintura escapular esteja em déficit funcional, a nível descendente outras estrututas não se moverão como devem, e claro, alguém pagará o pato. Normalmente é o coitado do joelho que leva a culpa. Volto a dizer, ponto de dor é diferente de origem de dor.

Isso corrobora muitos casos que vivencio no meio esportivo e que com certeza você também já viu, quando a pessoa se queixa de dores no joelho, roda por mil médicos, e nada resolve. Estão tratando as dores e não as causas das dores. Invariavelmente ela voltará.

Tenho um caso aqui na academia em que as dores no joelhos eram sim causadas pela ineficiência de mobilidade glenoumeral (ombros). Nosso olhar foi identificar tal condição e agir sobre, tornando a cintura escapular uma estrutura funcional mais uma vez. O resultados se viu em apenas 4 sessões de treinamento. A pessoa ficou livre dos analgésicos e das dores. Tanto joelhos, como o bolso e o fígado ficaram bem agradecidos. E nós bem satisfeitos.

Joelho é apenas uma “polia” influenciada pelos glúteos

Quer joelhos saudáveis? Mobilidades excelentes e glúteos fortes. Ponto.

E não basta exercer força de modo segmentar. Não vejo sentido algum em dividir grupos musculares, isolando seus exercícios. Coxa é coxa, tanto posterior como anterior, e exercem influência em qualquer mecânica. É o básico do entendimento do termo sinergia. Logo, os grandes mestres em desenvolver força nos glúteos e proteger os joelhos são: agachamentos e deadlift’ss.

Agachamentos?

Sim, com critérios de análise e de execução. Mas sempre tentam demonizar o agachamento, tirando da rotina de treinos da pessoa com dor no joelho certo? Engano de todas as partes, principalmente se tal informação vier de um médico, que analisa a estrutura dolorosa em inércia (!) e que na gigante maioria das vezes não sabe nem qualificar tão quantificar cargas de treinamento (?). Cada um no seu quadrado.

Meu ponto de vista está escrito não só aqui. Abaixo um trecho do nosso material didático do CURSO DE QUALIFICAÇÃO EM TREINAMENTO FÍSICO FUNCIONAL. Interessante que uma das nossas alunas, a Ju Mota, tem condromalácia e pudemos juntos com a turma resolver a questão de ponto doloroso em apenas 2 horas (!). Veja o que esta escrito em um dos capítulos da nossa apostila, em relação ao movimento como preditor de saúde:

Interessante observar como o exercício muitas vezes não conversa com o movimento, principalmente nas academias onde as máquinas são predominantes. Há exercício, mas não há exploração do espaço, há exercício mas se retarda o movimento. Há exercício?

Contraditório, no mínimo.

Dúvidas? Envie agora

Joelho e cadeia cinética: fechada, por favor!

Nada mais funcional do que cadeia cinética fechada, e mais uma vez saliento a importância do agachamento. Patela sofrendo menos pressão e agindo como de fato uma polia. Harmonia entre cadeias articulares, musculares e miofascias. As variantes do agachamento se aplicam também, como as passadas, avanços e afundos.

Saiba mais sobre a fáscia lata e sua importância na performance > Podcast 

Em relação à dominância de quadril, que também desenvolve força e potência nos glúteos, deadlift’s, stiff’s e avião (stiff unilateral) são os mais indicados e seguros. A manipulação das variáveis de sobrecarga determinará quantas repetições e quantas séries, por quanto tempo, etc…

E os balanços, os chamados swing’s são, no meu ponto de vista OBRIGATÓRIOS  para quem quer joelhos e coluna saudáveis. Basta um kettlebell e ensino adequado para extrair dessa rotina de treinamento algo extremamente valioso.

Joelho: Estudos de caso

Prefiro deixar que nossos alunos falem. Nossa tarefa é apenas apontar o caminho a ser percorrido. Mas foram eles que decidiram aceitar nossa proposta nada convencional, confiar no nosso trabalho e colher os frutos. A vocês meu muito obrigado pela confiança. #invictusteam

Veja nos comentários alguns relatos:

Osteoporose: Treinamento de Força é o melhor caminho

A osteoporose acomete na sua grande maioria mulheres. Estima-se que de cada quatro casos, três tenham “elas” como vítimas. Assim como a hipertensão e o diabetes, também é silenciosa, progredindo pouco a pouco e perigosamente, elevando os riscos de fraturas nas mais simples quedas ou choques.

COMO A OSTEOPOROSE SE DESENVOLVE?

Durante nossa vida, e principalmente após  puberdade, o osso sofre o que chamamos de remodelação óssea. Isso significa que de tempos em tempos as células do tecido ósseo se renovam.

Essa remodelação óssea é controlada por um grupo de células denominadas Osteoblastos e Osteoclastos. Ainda que pareçam complicados em um primeiro momento, o nome e ação de cada uma delas é entendida quando levada ao pé da letra no idioma grego, onde Blast significa germinar e Clast quebrar. Portanto, a função dos osteoblastos é gerar novas células ósseas, enquanto os osteoclastos literalmente quebram as células já existentes para que haja possibilidade de remodelação, em um ciclo vitalício.

Essa façanha genial do corpo (mais uma!) sofre influência de muitos fatores, entre os quais hormonais (paratormônio e calcitonina) , nutricionais (ingestão de cálcio e vitamina D), ambientais (síntese endógena de vitamina D via luz solar) e claro, do estresse mecânico, carinhosamente chamado de exercício físico, especialmente o treinamento de força. Isso mesmo! Ao contrário do que muitos médicos dizem, treinamento de força bem planejado é infinitamente melhor para a saúde óssea do que meras caminhadas e sessões de hidroginástica.

 

Osteoporose, Osteopenia e Densidade Mineral Óssea

Fica claro então o porque do surgimento da osteoporose. Um balanço adequado entre a ação de osteoblastos e osteoclastos determina a densidade mineral óssea (DMO), que por sua vez tende a decair em períodos específicos da vida,dando origem  a um quadro diagnosticado como osteopenia. A osteopenia em estágio avançado e sem os tratamentos adequados leva ao quadro de osteoporose. 

 

1 a cada 4 mulheres após os 40 anos desenvolve o quadro de osteopenia

As fraturas mais comuns são as de fêmur, vértebras, punhos e ombros.

Abaixo vou falar de modo simples e objetivo sobre cada fator:

OSTEOPOROSE E HORMÔNIOS

Hormônios também interferem no metabolismo ósseo, entre eles GH, glicocorticóides, hormônios tireoidianos e sexuais. Entretanto, vou me ater aqui aos principais deles, mais latentes e responsivos diretamente no processo degradação/neoformação do tecido ósseo.

Entre os hormônios secretados pela glândula tireoide esta a calcitonina. Ela tem uma função bem definida, inibir a atividade dos osteoclastos e fixar o cálcio e fosfato no tecido ósseo. Essa somatória de fatores diminui a probabilidade de osteopenia e por sua vez da osteoporose.

Um hormônio que age de forma antagônica à calcitonina é o paratormônio. Ele também atua regulando os níveis de cálcio no sangue, aumentando a concentração sérica de cálcio. Sua importância é ainda maior se considerarmos que ele atua como grande agente estimulador de calcitriol pelos rins, a forma ativa da vitamina D.

Portanto, um funcionamento adequado desses hormônios regula de maneira ativa o balanço da atividade de osteoclastos e osteoblastos.

OSTEOPOROSE, MENOPAUSA E ESTROGÊNIO 

Quando a mulher atinge o período da menopausa, os níveis de estrogênio caem assustadoramente. Isso ocorre em sua maioria em idades entre 45 e 55 anos. O estrogênio é um reconhecido protetor do osso, inibindo a atividade osteoclástica. Uma vez que sua atividade diminui, a probabilidade do surgimento do quadro de osteopenia de acentua muito. E caso não haja uma intervenção, seja ela em relação á reposição hormonal ou à inclusão do exercício em si, o progresso rumo a osteoporose fica ainda mais provável.

Daí a explicação: por que as mulheres tem maior incidência de casos de osteopenia e osteoporose?

 

TREINAMENTO DE FORÇA SIM SENHORA!

Entre os tantos benefícios do treinamento de força está o auxílio no tratamento da osteoporose, retardando muito seus avanços às custas de complexos eventos fisiológicos, especialmente à resposta piezo-elétrica gerada pela sobrecarga exercida no tecido ósseo quando em  contrações isotônicas (concêntricas e excêntricas).

 

 

Ou seja, ainda que possa parecer estranho em um primeiro momento sim, é necessário que haja certo estresse mecânico para essa resposta fisiológica seja positiva a ponto de retardar os avanços da osteopenia e da osteoporose.

Isso quer dizer que não será de tanta valia atividades como hidroginástica e natação, onde o tecido ósseo é pouco ativado por sobrecarga mecânica.

Pois é.

E claro, a interleucina-6, o fator do exercício como citado nesse artigo (um dos meus favoritos) tem grande modulação na ação da vitamina D, do controle de cálcio e por consequência na saúde do osso. E sim, a interleucina-6 é ativada através da contração muscular!

O exercício extrapola todas as expectativas. Pena que muitas vezes ele é “vendido” como algo trivial e dispensável.

Não é!

 

OSTEOPOROSE E EXERCÍCIO

Dentro da nossa experiência com esse público, considero seguir um protocolo que tem se mostrado infalível:

  • Análise do exames de densitometria óssea e verificação dos quadro da densidade mineral óssea, de preferência dos últimos 3 meses;
  • Avaliação funcional do movimento para checagem de possível superexposição articular em determinadas alavancas;
  • Início do programa específico de treinamento de força. Esse passo depende essencialmente dos dois que o precedem, para que a eleição dos padrões motores seja feita de maneira responsável e certeira, visando segurança e principalmente resultado.O simples fato de estar inserido em uma atividade física não quer dizer que esteja sendo gerado os efeitos fisiológicos necessários para a assimilação positiva do sistema orgânico em resposta à osteoporose. Consulte um profissional de educação física.

 

Saiba mais nesse link, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

O papel da educação física na saúde pública muitas vezes passa despercebido. Somos agentes formadores da sociedade e ainda não consegui dimensionar o tamanho da nossa importância.

Enviem dúvidas! Vou gravar um Podcast respondendo seus questionamentos em relação à osteoporose e exercício.

Até!

Interleucinas – Músculo como Órgão Endócrino e Imune

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INTERLEUCINA- MENSAGEIRO MEDIADO PELO EXERCÍCIO. Te parece um tema complicado? Nem tanto. Acompanhe agora como o exercício é de fato fabuloso.

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Se eu te perguntar assim: A prática de exercícios é saudável?

Sua resposta com certeza seria sim.

Mas, e se eu perguntar: É saudável porque? O que acontece com o corpo para que essa resposta seja afirmativa (e correta aliás).

Por que o exercício pode resultar em menor incidência de dores musculares e articulares? Por que ele é recomendado em casos de Alzheimer e Parkinson? Como ele pode atenuar alguns quadros deletérios de câncer?

Vamos entender!

Se eu te perguntasse agora! Cite 3 órgãos do corpo e seus funções! Eita, prova oral, na lata!

Fígado! Porque secreta as somatomedinas, auxiliando no crescimento de tecidos. Tá certo! 😁

Pâncreas! Porque secreta a insulina! Isso ajuda a modular o metabolismo da glicose, e portanto a estabilizar estado de diabetes. Perfeito! 🤗

Tireóide! Porque secreta hormônios que orquestram o metabolismo como um todo! Tirou 10 😂

E se eu te disser que existe um órgão que secreta um sinalizador que faz tudo isso ao mesmo tempo?

Esse órgão é o músculo!

Sim, o músculo esquelético, esse que você usa para se locomover. Mas tem uma condição. Para que esse sinalizadores entrem na corrente sanguínea e cheguem a seus destinos específicos, eles precisam ser contraídos de modo e frequência correta. Olha o exercício aí!

Primeiro, tenho que explicar que durante muito tempo o músculo esquelético foi considerado “apenas” uma estrutura do sistema locomotor. E também durante muito tempo nos preocupamos em saber mais sobre os músculos estudando os ossos (!!!), ao buscarmos suas origens e inserções, limitando suas ações a eventos mecânicos e cinesiológicos.

Entretanto, com o avanço nos estudos da fisiologia do exercício, foi possível perceber que o músculo esquelético é capaz de mediar inúmeras respostas positivas ao corpo perante as contrações musculares.

O músculo é considerado glândula endócrina porque secreta sinalizadores denominados citocinas que atuarão em si mesmo e em outros tecidos do corpo. No entanto, assim como as citocinas secretadas pelo tecido adiposo são denominadas adipocinas, tão logo as citocinas secretadas pelos músculos são as miocinas.

 

MIOCINAS – OS MENSAGEIROS DA CONTRAÇÃO MUSCULAR

O ciclo que chamamos de contração muscular (ciclo alongamento-encurtamento) acontece como na figura abaixo. A medida que as fibras deslizam entre si, as sinalizações químicas e metabólicas no meio intracelular passam a acontecer em velocidade e intensidade muito aumentadas. Assim, as miocinas passam a exercer seus papéis, de acordo com a intensidade do exercício. Por essas e outras somos apaixonados😍 pelo treinamento de força.

Nota: Quanto maior o grupamento muscular envolvido em determinado exercício, maior a resposta fisiológica. Penso muito na utilização do bíceps por exemplo nos exercícios de padrão motor puxar como a barra fixa ou o chin-up. A eficiência fisiológica justifica escolher um deles em detrimento a um exercício isolado como a rosca direta por exemplo.

Saiba como elevar suas cargas nos principais levantamentos em 8 semanas 👉/força

E afinal, quais são essas miocinas? E onde e como atuam.

Se surpreenda, e fique aliviado. Você possui nada menos que uma usina geradora de saúde.

 

INTERLEUCINAS: SINALIZADORES FISIOLÓGICOS DE PRIMEIRA LINHA

Dentro das miocinas estão as INTERLEUCINAS. Essas especificamente serão abordadas com muito afinco nas próximas linhas desse post, já que a contração muscular é um dos primeiros passos para sua secreção.

Na verdade, a produção das interleucinas é mediada por dois tipos de células do sistema imune, os macrófagos e os linfócitos, em resposta à lesões ou infecções. Em decorrência da intensidade e volume das contrações musculares (em especial as excêntricas), essas células entram em ação como primeira linha de defesa do corpo, resultando na secreção de interleucinas.

Outros fatores são determinantes para a secreção de citocinas, como o estresse oxidativo (produção de espécies reativas de oxigênio, conhecidas como Radicais Livres), e estresse hormonal (alterações agudas e/ou crônicas do sistema endócrino perante o treinamento). Ambas são altamente dependentes do exercício físico.

Veja abaixo como o músculo modula as respostas endócrinas e imunes para cada tipo de interleucina.

INTERLEUCINA-1 [IL-1] – RESPOSTAS AO EXERCÍCIO

A interleucina-1 possui dois sub-tipos: a interleucina-1 alfa (IL-1α)  e interleucina-1 beta (IL-1β), porém, ambas são praticamente indistinguíveis perante suas ações.

Como resposta ao exercício, seja ele de endurance (corridas ou bike por longo período de tempo) ou de força 😍, a secreção de interleucina-1 (IL-1) se torna aumentada.

Suas principais ações são:

  • Aumento da temperatura corpórea*;
  • Aumento da resposta dos hormônios corticosteroides, principalmente o cortisol
  • Aumento da vasodilatação
  • Aumento da hipotensão

*Em estados de treinamento exacerbados, com grandes intensidades e volumes sem medida, é comum observar como resposta períodos de febre e de maior suscetibilidade à infecções de garganta e a resfriados, muito em função do aumento da resposta dessa interleucina, que por sua vez gera uma resposta em cascata de outras interleucinas.

Nada em excesso é bom. Nem o exercício.

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INTERLEUCINA-6 [IL-6] – RESPOSTAS AO EXERCÍCIO

A atuação da interleucina-6 (IL-6) decorrente do exercício é imensamente superior a qualquer outra interleucina já observada em estudos. Tal fato a deixa conhecida no meio acadêmico e científico como “fator do exercício“.

A interleucina-6 é notoriamente secretada por macrófagos e linfócitos perante ás lesões musculares causadas pelo exercício. A linha de defesa do corpo esta permanentemente vigilante para que caso ocorra algum evento agressor ao nosso sistema, a resposta anti-inflamatória seja rápida e eficaz.

No entanto, a secreção de interleucina-6 é observada como produto do próprio músculo, sendo muito comentada e enaltecida na fisiologia do exercício como o big-boss do sistema imune dentro do treinamento. (termo usado pelo mestre Waldecir de Paula Lima, meu professor da faculdade, que desde sempre fez questão de apresentar o exercício como saúde. Minha gratidão).

Volto a dizer: quanto maior o grupamento muscular envolvido, tão maior será a resposta fisiológica, e dentro do contexto que estamos falando, maior a secreção de interleucina-6.

E é por isso que sou apaixonado pelos efeitos gerados por boas periodizações de agachamentos, dedlift’s e exercícios de potência muscular. #ficaadica

Suas ações envolvem efeitos imunes, metabólicos e endócrinos:

  • Resposta anti-inflamatória sistêmica ( atingem o corpo todo)
  • Modulam captação de glicose (ótima notícia aos diabéticos 🐝)
  • Modulam a oxidação de ácidos graxos (ótima notícia para a galera do colesterol alto )
  • Promovem gliconeogênese (formação de glicose hepática decorrentes de outros substratos)
  • Promovem lipólise (“Quebra” do tecido adiposo para sua utilização no exercício) Cê é loco 😱

 

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INTERLEUCINA-8 [IL-8] – RESPOSTA AO EXERCÍCIO

Na mesma linha de atuação se encontra a interleucina-8. Ainda que não tão abundante e responsiva quanto a interleucina-6, ela atua como um agente fundamental no efeito hipotensor do exercício por promover o que chamamos de angiogênese, ou seja, a formação de novos vasos sanguíneos. Isso é absolutamente espetacular, visto que esta condição atenua os efeitos da hipertensão arterial, sendo portanto um fator fundamental na prevenção e no tratamento dessa silenciosa e assustadora condição.

Aliás, estamos perdendo e feio para a hipertensão. Além dos efeitos deletérios à saúde e suas complicações como AVC’s e infartos, o impacto econômico é gigantesco para seu tratamento. O exercício pode atenuar essas condições, basta duas coisas: conhecimento técnico do profissional de educação física na prescrição adequada e vontade por parte do enfermo. Simples assim.

 

INTERLEUCINA -15 [IL-15] – RESPOSTA AO EXERCÍCIO

A interleucina-15 modula ativamente a síntese proteica no próprio músculo. Isso quer dizer que essa citocina participa para os processos anabólicos pós-exercício. O crescimento muscular, muito além do fins estéticos, faz com que todas as respostas que vimos anteriormente sejam ainda mais acentuadas.

Isso não quer dizer que tenhamos que formar brutamontes nas academias (até porque o crescimento muscular que observo por aí é fundamentalmente farmacêutico, e eu não sou farmacêutico), mas que ao promover uma massa muscular responsiva e permanente, todos, inclusive idosos se beneficiam de seus anti-inflamatórios naturais. O exercício é para todos ou não?

 

INTERLEUCINA: FUNDAMENTAL EM ESTADOS DE CÂNCER

Sim, essa é outra doença cada vez mais voraz e comum, infelizmente. Nos últimos anos muitas estratégias clínicas vem sendo estudadas e aplicadas para atenuar os efeitos do câncer e devolver ao paciente um estado de qualidade de vida suficientemente aceitável.

Um estado muito comum em pacientes nesse estado é a caquexia, que se caracteriza por uma perda acentuada e progressiva do tecido muscular, levando a uma perda de peso repentina e desmedida.

Como visto acima, as interleucinas tem papéis endócrinos e imunes, sendo mediadas pela intensidade e volume do exercício.

Isso envolve diretamente estratégias para com o sistema imunológico. Esse artigo de pesquisadores americanos da Carolina do Sul aponta os promissores resultados de tratamentos de pessoas com câncer através da interleucina-6.

Esse pessoal do American Journal Physiology também aborda a interleucina-6 em eventos simultâneos com outros agentes sinalizadores, como a mTOR, o IGF-I e o AMP-K, reduzindo drasticamente a perda de massa muscular, evidente na caquexia.

MINHA EXPERIÊNCIA COM ESSE PÚBLICO

Tenho visto um aumento gradual desse público nas academias. Ainda que o quadro clínico não seja o desejado, a maneira com que se olha para o exercício me deixa animado.

Entre os anos de 2015 e 2017 pude atender nada menos que 7 pessoas em condições assim, com idades entre 25 e 45 anos. As que descobriram o tumor já tendo em sua rotina o treinamento físico tiveram efeitos menos agressivos (subjeção de cada paciente e minha percepção como treinador) decorrentes dos processos de quimioterapia e radioterapia. Os mais comuns são relatos de náuseas, dores absurdas pelo corpo e profundas dores de cabeça.

E sim. O exercício participa como agente fundamental para atenuar os efeitos do câncer, sobretudo na caquexia e nesses efeitos indesejados de quimio e radioterapia.

Não se trata do famigerado 3 de 10. Se trata de modular adequadamente volume versus intensidade, e saber quais respostas são esperadas. Não alugo máquinas, ofereço treinamento.

Tenho certeza que o papel fundamental das interleucinas se mostra como uma das vertentes mais promissoras para quem trabalha com treinamento físico. E isso pode ser observado na rotina dos pacientes em questão.

Posso garantir que são de fato exemplos de vida e verdadeiros guerreiros, sobretudo na esperança de cada um.

PS. Graças a Deus todos continuam entre nós.

INTERLEUCINA – O HEROI POUCO ABORDADO NO TREINAMENTO FÍSICO

Espero ter tido sucesso nessa tarefa extremamente complicada de abordar tanta bioquímica, tantos nomes complicados,enfim…

Na minha visão é mais que necessário que informações como essas cheguem ao público para colocar o exercício e o treinamento de fato em seu devido lugar: base fundamental da vida.

Aos profissionais que estão lendo esse artigo, meu pedido especial: se dediquem para promover saúde. É um problema público, profundo e volto a dizer, estamos perdendo a oportunidade de engrandecer nossa profissão.

 

SOBRECARGA – [Princípios do Treinamento Físico]

SOBRECARGA – [Princípios do Treinamento Físico]

Sobrecarga! Se você pensou que isso é “aumentar os pesos”…errou.

Após vermos sobre a individualidade como a pedra fundamental do treinamento físico, e sobre o processo de adaptação que naturalmente ocorre em decorrência dos estímulos adequados direcionados pelo treinador em cada ciclo de treinamento, é chegada a hora de abordar mais um princípio do treinamento, o da SOBRECARGA.

Devo dizer desde já que nenhum princípio é mais importante que outro, porque são interdependentes e compõe, como em uma sinfonia, papéis ricos e de fundamental importância para o sucesso do cliente. E consequentemente, o sucesso de quem o dirige.

Ao analisar o conceito de sobrecarga como um dos princípios do treinamento físico, é possível identificar, na teoria, algo muito simples e lógico.

Mas, quem falou que o simples é fácil?

A primeira coisa que te veio à cabeça foi “aumentar os pesos, certo?”. Pois bem, é isso que acontece na prática, na maioria das vezes. É muito comum ouvir aquela voz dentro do seu ambiente de treino:

Tá leve isso aí, aumenta o peso!

Ainda que em muitos casos seja verdade, isso não implica necessariamente que ao fazê-lo se esteja manipulando o princípio da sobrecarga.

Ao explanar um pouco sobre o princípio da sobrecarga, se torna necessário também abordar a manipulação das variáveis de treinamento. Falar sobre tal princípio e deixar esses pontos para trás é absolutamente leviano.

Vamos entender.

 

PRINCÍPIO DA SOBRECARGA

Há indícios de que um grande atleta grego, conhecido como Mílon de Crotona tenha vivido na pele o princípio da sobrecarga. Ele competiu em várias edições dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, sendo campeão por cinco vezes consecutivas na luta livre. Segundo a lenda, ele treinava carregando um bezerro amarrado sobre seus ombros, que crescia à medida que o tempo passava, levando Milo a desenvolver sua força para carregar um bezerro cada vez mais pesado. E assim teria sido até que, na idade adulta, ele teria sido visto várias vezes carregando nada menos do que um touro nas costas.

👮🏻 Conheça agora nossa missão. Você tem tudo a ver com ela 👊/ Missão

No exemplo do mitológico Milo de Creta, ou Cretona (uma ilha da Itália), fica clara a ideia de que, à medida que seu corpo se adapta a uma carga imposta por determinado período de tempo, tão logo haverá uma reorganização biomecânica, neurofisiológica e metabólica por parte do corpo, resultando em um novo patamar físico.

Isso por sua vez permitirá que um estímulo de maior magnitude seja empregado no treinamento, gerando adaptações seguras, sustentadas e progressivas.

Note que em nenhum momento eu disse “aumento de peso”, mas me referi em um “estímulo de maior magnitude”

Simples. Como aumentar a carga de treino, pensando unicamente em pesos, dentro do treinamento intervalado ou aeróbio?

Isso não existe. O primeiro passo para entender de fato o conceito de sobrecarga é citar cada um dos seus fatores.

CARGAS DE TREINAMENTO

Tenho que tomar um certo cuidado ao falar sobre a manipulação de cargas nessa etapa da série, para que não me aprofunde tanto em outro princípio do treinamento, que trata justamente dessa variabilidade de estímulos, seus repousos, intensidades, enfim. Mas como me referi acima, isso se faz necessário para um entendimento mais direto.

Ao falar sobre carga de treinamento físico alguns fatores são determinantes. Na prática, se já consegui adaptar o cliente em suas necessidades atuais, então é hora de intervir em alguns pontos, como a seguir:

 

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SOBRECARGA NO TREINAMENTO DE FORÇA

É extremamente fácil impor uma sobrecarga ideal do treinamento de força, desde que se saiba de que ponto você esta saindo e par qual ponto você quer chegar com seu cliente.

Sendo o treinamento de força a base fundamental para todas as outras valências físicas, e por ser apaixonado por ele, vou colocá-lo em primeiro lugar no quesito no princípio da sobrecarga.

A FORÇA É A MÃE DE TODAS AS VALÊNCIAS FÍSICAS

  1. AMPLITUDE ARTICULAR: um estímulo de maior magnitude será dado ao aumentar a amplitude articular do movimento envolvido. Como exemplo, veja o agachamento e as ativações eletromiográficas em cada angulação (nesse caso entendido como “profundidade de agachamento” ok)

O exercício agachamento pode variar em função da amplitude (ou profundidade) em relação à flexão da articulação do joelho, sendo: agachamento parcial (até 40°), meio-agachamento (70-100°) e agachamentos profundos (acima de 100°) (5). O estudo de Caterisano et al.(26) comparou a ação mioelétrica dos músculos bíceps femoral, vasto medial e glúteo máximo, durante o agachamento em três amplitudes diferentes (parcial, meio-agachamento e profundo). Dez indivíduos treinados em agachamento realizaram 3 repetições com 100-125% do peso corporal. Os resultados mostraram que apenas o glúteo máximo apresentou maior ativação durante a fase concêntrica do agachamento, sendo que quanto maior a amplitude de deslocamento maior sua participação (parcial: 28%, meio-agachamento: 16,9% e profundo: 35,4%)*

Eis aí o famoso “desce mais” do agachamento.

Para qualquer exercício que se utilize de uma sobrecarga externa variável, como no caso de agachamentos, levantamentos e padrões de empurrar (supino e press) por exemplo, a amplitude articular assume condição primária de sobrecarga. Quantas vezes já não presenciei as famosas “roubadas” do aluno a fim de colocar mais peso na barra ou equipamento, só para se achar o “Thor” ou para chamar a atenção da menina da toalha?

Nem um nem outro amigo. Isso se chama auto-sabotagem!

Portanto, essa é a base da sobrecarga em se tratando de treinamento de força, ou seja, quanto maior a amplitude articular, tão maior será a ativação de determinado grupo motor responsável pela tarefa.

É por isso que um dos nossos mantras é:

O movimento sempre precede o suor, nunca o contrário.

É sempre pensar em qualidade máxima possível para o momento.

2. TEMPO DE CONTRAÇÃO: Vou te contar uma coisa. Músculos não sabem contar. O senso comum optou em se fazer presente também no ambiente de treinamento físico, e isso é péssimo.

Digo isso porque é comum ouvir dos entendedores da coqueteleira que 6 e 8 repetições é para ganhar força, e que 12 a 15 repetições é para “queimar”. Difícil viu…

Músculos querem só uma coisa: estimulação adequada, com o ciclo encurtamento-alongamento bem feito, para que em determinada unidade de tempo ele seja capaz de, através de evento mecânico (movimento) gerar os efeitos metabólicos e fisiológicos (viu como o movimento vem antes do suor).

Perante essa afirmação, é fácil entender que na verdade quem determina é o tempo de cada ciclo de alongamento-encurtamento e sua ênfase, e quanto tempo esse ciclo durou.

Esta bem estabelecido na literatura que efeitos hipertróficos (aumento de músculos) são gerados quando o estímulo de uma série demande entre 40-70 segundos, e que preferencialmente a fase excêntrica seja bem enfatizada.

Nesse caso é possível promover sobrecarga diminuindo o peso externo.

Vamos ao exemplo?

Tenho um cliente  que tem como meta hipertrofia.

O cliente realizada com ótima técnica um supino em banco reto, com carga externa (anilhas) de 100kg. Sua série pede que o tempo de contração leve o que chamamos de 1-0-1, 1 segundo do ponto A ao B, e imediatamente suba do ponto B ao A no mesmo período de tempo. A série também pede que o número de repetições seja 12, ok?

Vamos lá, se cada contração leva em média 2 segundos, qual o tempo real que ele teve de contração: mais ou menos 24 segundos. O que é um tempo muito bom para um estado de manutenção, mas não de hipertrofia (40-70 segundos lembra?)

Para o objetivo dele, a sobrecarga será simplesmente diminuir e peso para 80kg, e pedir que o ciclo demande 2-0-2 (2 segundos do ponto A ao B, e imediatamente subir do B e ao A em 2 segundos). A série que levava em média 24, no máximo 30 segundos, agora leva no mínimo 48 segundos (ótimo estímulo para hipertrofia).

Ou seja, aumentamos a carga, diminuindo o peso.

Eis a fantástica manipulação de variáveis, que falaremos em outro post.

 

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É claro que existe todo um contexto por trás de cada periodização de treinamento, mas é preciso que se entenda que peso externo é só um detalhe, e não o determinante.

Inclusive aqui esta o link de estudo que fala sobre como conseguir hipertrofia sem peso algum. 🤷🏾‍♂️

Sim, eles entenderam e aplicaram corretamente o princípio da sobrecarga.

3. TEMPO DE REPOUSO: Variável de extrema importância no contexto de SOBRECARGA. Lembra do aluno que saiu dos 100kg e passou a 80 kg no supino? Agora, se a série dele pede que seu repouso seja de 1 minuto, ao cortar isso pela metade já estou aumentando a carga de treinamento, gerando de novo sobrecarga.

Você acha que ele vai conseguir subir com os 80kg? Ele também acha que não…e por isso baixamos para 70kg.

A intensidade aumentou absurdamente. Isso é aumento real de carga, sem adicionar 1 grama sequer.

Efetivamente, fizemos com que ele entrasse em estado de treinamento hipertrófico diminuindo a carga externa em 30%! Seus tendões agradecem, aliás.

O tempo de repouso é importante porque sua relação esta diretamente na velocidade de ressíntese de ATP na célula muscular, que por sua vez implica em adaptações anaeróbias e na eficiência do aproveitamento do lactato, grande sinalizador para secreção de hormônios anabólicos.

4. CARGA EXTERNA: Agora sim! Depois de explorar todo esse arsenal lógico e eficiente, agora você pode incrementar a carga externa. Mas com critérios. De preferência com testes de carga máxima para os principais levantamentos.

Como vimos aqui, sobrecarga tem variáveis incríveis, e que quando bem exploradas levam a resultados incríveis.

Escrevi bastante sobre força por aqui. Se quiser saber mais sobre essa maravilha não perca os posts abaixo:

Porque o treinamento de força é o carro-chefe do emagrecimento 👉 /força

Como construir força de fato em apenas 8 semanas 👉 /força

5 mitos sobre treinamento funcional. Força é a nossa base firme 👉/força

SOBRECARGA NO TREINAMENTO INTERVALADO

Muito do que vimos sobre o princípio da sobrecarga no treinamento de força se aplica no treinamento intervalado. Para ser bem sucinto, esse aumento reflete a proporção tempo de execução x tipo de tarefa x tempo repouso.

Uma coisa é pedir para que se faça burpees durante 30 segundos com os mesmos 30 segundos de repouso (1:1), durante 4 minutos. Outra coisa, bem mais intensa, é manter os 30 segundos de exercício, mas com 10 segundos de repouso (3:1).

A reorganização orgânica demanda muito mais esforço e por consequência, gasto energético elevado.

 

SOBRECARGA NO TREINAMENTO AERÓBIO

É indispensável que para um bom desempenho aeróbio, se conheça ao menos a frequência cardíaca de reserva de cada cliente. Essa variável fisiológica é determinante no princípio da sobrecarga.

A relação entre VO²pico, o tempo que se emprega em determinada intensidade e o tempo de repouso influi diretamente nisso.

No entanto, a ideia principal do post é demonstrar como o princípio da sobrecarga funciona na teoria e na prática.

Para saber mais sobre  treinamento intervalado de alta intensidade e variáveis de frequência  clique aqui e leia o post 👉/HIIT

Portanto, ficou claro que manipular variáveis gera sobrecarga de modo eficaz e inteligente. Em suma, a sobrecarga é o estímulo fundamental para que ocorram dentro de limites fisiológicos, as adaptações para novas demandas de treinamento, em um ciclo ininterrupto e apaixonante.

Bons treinos

Invictus Treinamento Físico…Funcional sim…e para todos

Treinamento físico funcional…a surpreendente lógica do menos é mais.

No seu imaginário cabe uma vida cheia de sucesso e desafios? Então o treinamento DEVE reger isso. Urgentemente.

Agora veja se concorda comigo…

Nosso cotidiano exige demais do corpo e da mente, e isso pode parecer repetitivo, mas nunca é demais lembrar: se um deles não estiver bem, temos aqui um problema, que o impedirá de realizar suas tarefas menores, que por consequência te impedirão de realizar feitos maiores. É o estar bem, o tão propalado bem-estar que se busca e que muitas vezes se perde em um ciclo sufocante composto pela tríade tarefas-calendário-relógio.

Tempo, tempo, tempo…

Uma das coisas que mais me intriga é ver que em nossa sociedade o exercício é tido como punitivo e não como remédio. Não à toa, nossa taxa de sedentarismo é das maiores do mundo. E veja que contradição. A falta de tempo para se exercitar é a maior queixa dentro dos números da pesquisa.

Me desculpem, mas o que chamam de falta de tempo, eu chamo de “muleta”. Essa é a muleta que você faz questão de se escorar caso a pseudo falta de tempo esteja sempre na resposta sobre o motivo do sedentarismo. O que pedimos não é para que você abdique de sua família e de seu trabalho. Apenas que dedique um pouco de tempo em você mesmo.

Quer ver como a coisa muda de figura: o tempo é o que há de mais democrático do mundo. Todos, sem exceção, dispõem de 24 horas em seu dia. Se multiplicarmos por 7 dias da semana, o seu e o meu total de horas em uma semana é de 168 horas. E assim sucessivamente durante meses e anos.

Agora veja: o tempo total de exercício físico indicado pelo American College Sports Medicine é de aproximadamente 150 minutos semanais em baixa intensidade (caminhada por exemplo) ou 60 minutos de exercício moderado (moderada sudorese e elevação latente da frequência cardíaca). Outros protocolos já bem aceitos e formidáveis como os do Dr. Martin Gibala ou do Dr. Tabata, diminuem o tempo de execução do treinamento à custa de um aumento na intensidade do exercício. Sim, menos é mais.

Em relação ao treinamento resistido ou de força, a recomendação geral é de ao menos duas vezes semanais com sessões específicas com séries que variadas.

Dito isso vamos às contas e enterrar de vez a muleta da falta de tempo para se exercitar na sua vida.

168 horas tem em uma semana certo? Vamos multiplicar por minutos para que fique ainda mais claro. Então 168×60 = 10.080 minutos disponíveis. Desses eu só preciso que você dedique incríveis 60 minutos. Ou absurdos 5,95% do total do seu tempo semanal.

Mais que suficiente para te convencer certo?

Essa é escolha mais econômica e inteligente para aproveitamento do seu tempo, pode confiar. Investir tempo em você é ou não merecido? E o melhor, é uma escolha palpável e possível.

Para citar apenas alguns benefícios e não me prolongar tanto nesse post vou listar 5 ótimos (e indispensáveis) motivos para ajudar aquele amigo a sair da zona de conforto:

 

1. A prática contínua de exercício físico controla por vias neurohormonais os níveis de minerais responsáveis pelo control da pressão arterial, sendo o sedentarismo um dos macrofatores para que mais de 17 milhões de brasileiros sejam hipertensos. Alarmantes 80% da população será hipertensa até 2025. Não faça parte dessa estatística.

Saiba mais sobre como o exercício combate a hipertensão 😍 👉/hipertensão

2. Estar ativo fisicamente leva à produção cíclica de uma série de citocinas antiinflamatórias, capazes de proteger o sistema imunológico e atenuar efeitos da enxaqueca, da tensão pré-menstrual, responsáveis por uma taxa de absenteísmo que causa um prejuízo de incríveis U$ 8bi nos EUA ao ano. A maior economia do mundo sofre com aqueles 1,68% do tempo desperdiçados.

3. A relação entre os hormônios testosterona e cortisol é melhor controlada através da resultante de um treinamento contínuo de força ou de uma rotina de exercício de alta intensidade. Essa relação é responsável por manter o sistema muscular mais apto às demandas diárias, dando a real sensação de menos cansaço e mais disposição, que por sua vez gera aumento na sua produtividade.

Veja mais em um artigo sobre ação endócrina do exercício 👉/adaptações

4. Falando em músculos, sua importância transcende o simples ato locomotor. Já há muito tempo é sabido que ele também é um órgão endócrino, ao secretar através do stress mecânico e metabólico muitas miocinas que regulam funções fundamentais em diversos tecidos-alvo, incluindo o próprio músculo, o tecido adiposo e o cérebro. Estimular músculos a produzir miocinas é o melhor caminho para uma vida longeva.

5. O mal do século segundo a Organização Mundial da Saúde é a obesidade. Não há contestação. Dizemos no mundo do exercício e da saúde que uma pessoa é um inflamado crônico, já que se o músculo produz efeitos anti-inflamatórios e benéficos ao sistema imune, o mesmo não se aplica ao tecido adiposo, ou o excesso de gordura, muito pelo contrário. As adipocinas secretadas pelo tecido adiposo são altamente inflamatórias, levando ao completo caos metabólico durante as 24 horas do dia. O efeito cascata que se instala é assustador, levando à complicações cardiovasculares e propensão ao Diabetes tipo II.

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Clique na imagem para tê-la em alta resolução

Como disse, poderia ficar enumerando mais e mais os benefícios gerados pelo investimento de apenas 5,95% do seu tempo semanal em você mesmo.

Aliás, gostamos de ter bases científicas para nossos direcionamentos. No decorrer dos nossos artigos vou citar muitas fontes, mas aqui já ficam três de excelente qualidade:

American College Sports Medicine   👉/ ACSM

European Journal of Exercise  👉 /European

Journal of Strength ans Conditioning Research  👉/Strength

 

O sucesso não reside somente na razão tempo e espaço, mas fundamentalmente como você envolve paixão e entrega nessa razão.

 

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Um lugar de paz em meio aos caos

Tenho certeza de uma coisa: a internet e as redes sociais são hoje o maior campo minado do planeta. A confusão gerada pelo excesso de informação é tremenda e pode se converter em uma estrada com várias vias. Afinal, quem nunca se perguntou: E agora? Quem esta certo?

Deixa eu te dizer: na minha opinião, conseguir resultados permanentes e sustentados através do exercício/treinamento físico é a coisa mais simples do mundo. De verdade. Tudo bem, você pode estar pensando agora mesmo: “mas conheço tanta gente que já tentou de tudo em todos os lugares e nada mudou”.

Ok, eu também conheço.

Onde então esta a chave do sucesso? Basta seguir um processo planejado. Simples e direto. Não é exatamente isso que disse Clarice Linspector?

“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”.

 

Nesse ponto tenho que começar a falar do Studio Invictus, meu lugar favorito!

É onde a teoria vira prática e resultado. Literalmente deixamos a fábula de lado e fazemos acontecer o que esta previsto em artigos e livros sobre treinamento físico e seus benefícios.

A ideia em se fazer um centro de treinamento individualizado e com base em TREINAMENTO FUNCIONAL surgiu na minha cabeça há mais de 5 anos, ainda na faculdade. Com o passar do tempo isso foi amadurecendo com raízes fortes. Queria a todo custo colocar meus conceitos em prática e aplicar o que tanto vi na teoria durante cursos de periodização e preparação física. Talvez por ter estagiado no NEPAF (Núcleo de Fisiologia do Exercício da extinta FEFISA- Santo André/SP) e ter visto a “mágica” acontecer em testes e pesquisas, o desejo foi aumentando dia após dia. O exercício e os seus efeitos são simplesmente apaixonantes.

 

Em 2015 tudo pôde se materializar. Mais que um estúdio, vejo o Studio Invictus se consolidar com ideia, como filosofia.

MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR UM PODCAST QUE CONTA COMO A EDUCAÇÃO FÍSICA MUDOU MINHA TRAJETÓRIA 🎧

É prerrogativa do profissional de educação física atender aos anseios e necessidades de um público que se amplia a cada dia. Cada um com suas peculiaridades. Hoje atendemos desde a criança de 8 anos, até amigos com mais de 80. Desde trabalhos específicos para disfunções articulares, como joelhos e quadris, até trabalhos para ganho de massa magra. Desde o exercício como agente atuante no controle da hipertensão e do Diabetes, até tarefas motoras com foco em retardar os efeitos do Parkinson. E claro, um combate ferrenho contra o sobrepeso e a obesidade.

Não à toa. Quase 70% da população se encontra em sobrepeso ou obesa. Assustador e preocupante.

Faça o teste! Se você estiver lendo isso a caminho do trabalho, pare e olhe ao seu redor. A cada 10 pessoas que encontrar, duas provavelmente estão obesas e outras 6 acima do peso. Confere aí e comente aqui

fotoobesidade

Quem nunca viu esses simpáticos mocinhos americanos e pensou em algo distante de nós. Pois é. Atualmente eles refletem mais a realidade brasileira.

Mas os remédio são simples, baratos e ainda trazem uma série de outros benefícios: EXERCÍCIO E TREINAMENTO!

Então te convido a me visitar aqui no meu QG. Para quem vive ou trabalha na região do ABC paulista é bem fácil, porque estamos a 5 minutos da Linha Turquesa da CPTM e a 2 minutos da Rodovia Índio Tibiriçá, que faz ligação direta com outras cidades.

 

AMAR AS PESSOAS: PRIMEIRO PASSO PARA O SUCESSO

Ao longo desses 7 anos, o meu amor pela carreira e muito da minha natureza curiosa, fez com que eu buscasse muitos materiais e conhecimento sobre biomecânica, fisiologia e suas adaptações junto ao treinamento, métodos variados de estímulos físicos, enfim. Mas veja: se você fica só no campo teórico, tudo o que levou tanto tempo para aprender pode não passar de fábula, como disse logo acima. Você sabe que é possível, mas nunca fez acontecer. E o que valida de verdade a condição de profissional do exercício senão métodos, aplicação, ajustes, aplicação, resultado, etc, etc, etc…

 

VERDADEIRA GRANDEZA EM TREINAMENTO FUNCIONAL

 

Não se engane. Treinamento em circuito é tudo, menos funcional. Treino em bases instáveis é tudo, menos funcional. Treino em grupos revezando exercícios aleatoriamente é tudo, menos funcional.

O modismo leva a alguns absurdos, eu sei.

A partir da sua análise geral sobre todos os elementos envolvidos nesse mundo fascinante do exercício físico, seja o treinamento funcional ou qualquer outro método, o centro único e absoluto deve ser …você!

Isso mesmo. Se o centro não for você, com suas necessidades únicas, virtudes, limitações e histórico pregresso, o processo a que me referi simplesmente não existirá.

Interessante né?

Lembra que eu disse que vivemos a todo minuto recebendo informações distorcidas e contraditórias sobre exercício? Pois bem. Te digo mais. Nossa luta é constante e dura, porque a todo momento  somos questionados quanto à métodos malucos e invencionices irresponsáveis mundo a fora, e muitas vezes os métodos que propomos, principalmente em meus clientes mais recentes, são colocados na parede.  Acredite em mim. É uma luta diária e complicada.

Mas, nem tudo são espinhos. Ao longo das semanas, vamos mostrando resultados, desmitificando muitas bizarrices, mitos, falácias, chame como quiser. E aí, a partir do momento que o cliente vê acontecer, e melhor, faz acontecer, as coisas entram em outro nível de exigência. Para mim e para ele. Crescemos juntos. Isso me realiza tanto como pessoa como profissional.

Por isso meu [email protected], te convido a se inscrever na nossa lista de e-mail logo abaixo para receber valiosas e poderosas informações sobre como o exercício modula o emagrecimento

Nota. Só pra lembrar essa urgência, segundo o IBGE-ABESO, 1/5 da população brasileira esta obesa, e incríveis e estarrecedores 60% da população total esta com sobrepeso. Escrevi em artigo sobre isso bem aqui). E a outra grande demanda das academias, o treinamento resistido, treinamento de força ou popularmente e erroneamente chamado “musculação” também tem seu espaço.

A invencibilidade e a renovação pelas asas e pelo fogo

Lá no topo do blog tem uma Fênix, você viu?

Ela é a nossa cara.

Invencível porque escolheu ser invencível. Se renova todo dia para fazer o melhor todo dia. E é alada porque busca sempre voos mais altos, elevando também quem esta junto com ela.

Aliás, o Sol Invictus era considerado um deus pelo povo antigo. E sua festa era todo dia 25 de dezembro. Agora, o Natal do Senhor é comemorado nesse mesmo dia. O Sol continua brilhando desde então.

Você vai se surpreender em como, juntos, podemos alavancar seu treino a um novo patamar. Patamar seguro, e de sucesso.

Agora é a hora. Com certeza!

Grande abraço