#CARÁTER #PERSISTÊNCIA#DISCIPLINA#HUMILDADE

Podcast#17 – Mobilidade Articular, o primeiro passo no treinamento funcional

Mobilidade articular é o primeiro passo para que a potencialização do treinamento possa ocorrer com segurança e desempenho.

Já ouviu dizer que levantamentos olímpicos, prática normal em studios de treinamento funcional e Crossfit, pode causar lesões sérias em ombros? Com certeza já. Mas eu garanto a você que eles são seguros, desde que haja uma análise de mobilidade articular que direcione o praticante para arrancos e arremessos.

Caso não haja uma mobilidade articular em níveis muito bons, provavelmente sim, haverá lesões. Ou seja, o vilão não é o exercício, mas o momento no qual ele foi inserido na rotina de treinamento do cliente.

Saiba sobre tudo isso no episódio #17 do nosso Podcast!

Escrevi um artigo sobre isso, e você ler aqui>>> mobilidade

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Podcast#12 – LIBERAÇÃO MIOFASCIAL: INFLUÊNCIA NO MOVIMENTO E NO EXERCÍCIO

LIBERAÇÃO MIOSFASCIAL: INFLUÊNCIA NO MOVIMENTO E NO EXERCÍCIO

Saiba nesse episódio porque a liberação miofascial assumiu tamanha importância no treinamento físico. Uma vez que o movimento esteja fluido e livre de “ruídos”, aí sim você estará preparado para produzir força em amplitudes máximas e levantamentos olímpicos de extrema qualidade e segurança.

Enjoy!

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A fantástica otimização de resultados pelas funções articulares. Treinamento funcional é isso!

A fantástica otimização de resultados pelas funções articulares. Treinamento funcional é isso!

Você já se perguntou qual a função das articulações no corpo humano?

Falar de treinamento funcional é falar de função articular. E porque somente músculos não são suficientes para um movimento pleno.

O que é básico para se falar de treinamento funcional?

Veja na imagem abaixo se não faz todo sentido do mundo! As cadeias são como elos interligados e indissociáveis, e no caso específico do corpo, estruturas articulares e musculares com peculiaridades superinteressantes, cada qual com uma função bem definida.

Veja por exemplo que a função da coluna lombar é gerar estabilidade. Logo, é um absurdo do ponto de vista funcional aceitar que a coluna lombar exerça mobilidade na execução de qualquer movimento ou exercício com sobrecarga, simplesmente porque ela não esta ali para isso. Fazendo uma analogia, é como se você quisesse bater um prego com uma rolo de pintura. Não faz sentido.

Bom senso x Senso comum

É uma questão de bom senso respeitar as funções articulares e saber preservá-las e potencializá-las.
No contexto geral, é preciso assumir desde o primeiro dia do seu treino que mobilidade vem antes de estabilidade, que por sua vez vem antes de força, que vem antes de potência. Uma sequência lógica. Tão clara como a luz do dia.

Carro chefe dos Box Crossfit, exercícios de potência exigem análise mecânica individual extrema e minuciosa.

O senso comum talvez diga para que você chegue no treino disposto a “comer ferro” se for preciso. Pois bem, você até vai. Mas antes vai se preparar bem para que isso seja possível sem nenhum tipo de problema. Por exemplo: vejo enormes riscos a curto, médio e longo prazo junto ao sistema locomotor em se desenvolver um levantamento tipo Snatch (Potência) como o da foto sem uma base extremamente confiável de mobilidade de quadris, ombros e tornozelos, sem a estabilidade necessária de coluna lombar e cintura escapular, e sem um trabalho de força previamente executado, e o principal, sem que haja a devida comunicação entre essas cadeias.

Os melhores do mundo se preocupam em potencializar seus movimentos. Faça como eles

Falando em Snatch, o cara do vídeo se chama Dmitry Klokov. Esse russo foi campeão europeu e mundial de Levantamento de Peso, e é uma das lendas desse esporte. No vídeo abaixo você o vê durante os intervalos entre as sessões do campeonato mundial de 2015. O preparador físico dele sabe, e ele também: Mobilidade é essencial para o sucesso de um levantamento nota 10.

Mario Götze, autor do gol do título alemão em 2014 na Copa do Mundo no Brasil e atleta do FC Bayern de Munique (do site fcbayern.com)

Os atletas de alto rendimento esportivo tem essa base muito bem definida e gerida pela equipe de preparação física. A cultura do brasileiro em relação ao futebol faz com que esse termo seja bastante usado em épocas que precedem o início dos jogos a cada ano. E aqui, como nos grandes centros europeus, o cuidado com o movimento é o primeiro passo para uma temporada de sucesso, que não se limita a uma simples redução no número de lesões, mas que sem dúvida, capacita cada atleta a extrair o máximo rendimento físico em treinos e jogos, elevando o nível geral das competições.  E rendimento máximo cara pálida é igual a resultado seguro e sustentado!

Atenção: não confunda mobilidade articular com alongamento!

Nada deve ser tão minucioso quanto o cuidado do profissional do exercício com o movimento. As grandes ligas norte-americanas como a NBA e a NFL, tem ENORME preocupação com o sistema locomotor, e se utilizam do Functional Movement Screen (FMS ) como ferramenta mestra para direcionar as necessidades individuais de cada atleta em relação ao movimento.

LeBron James e Lee Burton, em testes de pré-temporada

LeBron James, astro da NBA e do esporte mundial. Em 2016 foi o terceiro atleta mais bem pago do mundo segundo a Revista Forbes. Entre salários e patrocínios, arrebatou algo em trono de US$ 77 Milhões. Um exemplo entre tantos outros atletas do mundo esportivo que passam por criteriosa análise de movimento para que possam render o máximo possível, com excelência e eficiência.

A lógica é simples. Sistema locomotor eficiente, atleta em alto nível a longo prazo. E acredite, isso pode separar os ótimos atletas dos atletas fora de série.

Move weel, move often. Na sua vida também, claro!

Esse é o slogan que pauta a filosofia do FMS. Na tradução literal, Mova bem, e com frequência. Tenho a honra de fazer parte desse time que prima pelo refinamento das funções visando um cliente/aluno sem dor e com ganhos gigantescos de resultados, seja ele emagrecimento ou hipertrofia. É ainda mais legítimo quando a presença da filosofia já esta incorporada na sua jornada. Veja aqui 

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Considero que um pleno entendimento sobre movimento ajuda qualquer profissional do exercício a pautar seus trabalhos na coerência e na lógica. A ideia de movimento pleno não tinha tanta importância pra mim, até ser convencido na teoria e comprovar na prática, que qualquer melhora mínima nas funções articulares leva a resultados rápidos, eficientes e seguros.

Você, eu, qualquer um quando adere a um programa de exercício físico vislumbra resultados. Ponto. No âmbito físico, considere o seguinte: seu aparelho locomotor é basicamente composto por ossos, músculos, tendões, trilhos miofasciais, articulações e ligamentos. São 6 componentes com indissolúvel interdependência. Não existe portanto o mais ou o menos importante nesse contexto  pensando em movimento. Esse livro, Trilhos Anatômicos, do excelente Thomas Myers, (clique na imagem para saber mais)  me ajudou muito a entender o todo como todo, e não como a somatória das partes.

“A primeira coisa a se considerar é sempre movimento. Se a qualidade de movimento não está acima de um padrão mínimo, este é o primeiro problema com o qual você tem de lidar” Gray Cook

Movimento. Isso é o que caracteriza o exercício, não o suor. A primeira associação que se faz quando se fala em exercício é ao esforço, ao suor, ao desgaste, ao cansaço certo? Eu particularmente discordo. A primeira coisa a se considerar deve ser sempre o movimento. Qualitativamente. Até porque se o que você espera como resultado final de um bom treino é uma camisa molhada e pegajosa, não vá à academia, visite uma sauna.

Movimento pleno para produzir sinalizações hormonais intensas

Tudo o que se sucede às custas do movimento humano, sua amplitude, variabilidade e intensidade, não passa de produto final, e não a origem. Volto a falar sobre Padrão Motor. Não adianta fazer um Stiff se a DOMINÂNCIA DE QUADRIL não esta bem estabelecida, e isso pode ser ás custas de uma incapacidade temporal de mobilidade de quadril ou estabilidade lombar. Não adianta fazer um milhão de agachamentos esperando glúteos enormes se eles não são recrutados em sua totalidade, estando isso atrelado diretamente à falta de mobilidade de tornozelo ou de ombros. Não adianta tentar aumentar sua carga no Press se o movimento de EMPURRAR esta defasado por falta de estabilidade escapular ou mobilidade gleno-umeral.

Em se tratando de exercício, duas coisas são fundamentais. Mecânica e resposta fisiológica correto? Seu músculo não entende se você esta fazendo 12 ou 5 repetições. A resposta fisiológica se dará pelo tempo que ele permaneceu em trabalho e de como a mecânica que você empregou foi efetiva para desencadear tal efeito. Portanto, otimizar as funções articulares é a primeira etapa de um treino efetivo e de resultado excelente

Considero alguns passos fundamentais para qualquer pessoa que queira se movimentar com qualidade e potencializar imensamente seus resultados, e os faço individualmente com cada aluno aqui do #StudioInvictus:

  • 1° Passo: Analisar

A análise bem feita, com critérios cinesiológicos, leva a constatação do estado funcional das cadeias articulares. Isso assume tamanha importância, sendo possível até mesmo identificar pontos de dor em sua origem, ao invés de simplesmente remediar os sintomas. Aí você vai me dizer: o que dor tem a ver com meu rendimento? Tudo. Qualquer padrão motor que denote dor, te levará a duas situações imediatas. Ou ao decréscimo da sua performance ou a uma parada forçada em seus treinos. E você que treina sabe o quanto é ruim ficar uma semana parado.

  • 2° Passo: Identificar

É possível elencar os pontos fortes e fracos nas funções articulares de qualquer pessoa. Uma queixa comum nos dias atuais é a de dores na coluna lombar e nos joelhos, e raras são as pessoas livres de dor nessas articulações. A falta de mobilidade e estabilidade das cadeias adjacentes é causa evidente desse quadro, e basta identificar onde e como aplicar as intervenções para potencializar os ganhos.

INVC ACADEMY!

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  • 3° Passo: Qualificar

Esse passo esta intimamente ligado ao anterior. A qualificação se baseia no sentido de tornar melhor o que já é bom, e melhorar o que esta em disfunção. As propostas para a qualificação devem se basear em um sistema de progressão contínua e de ajuste fino. Nesse sentido, o conhecimento do profissional, partindo do rudimentar para  o funcional, deve ser colcoado em prática.

  • 4° Passo: Aprimorar

O aprimoramento tem por função transferir a aquisição das funções para o padrão motor em si. Nessa etapa fica nítida a melhora da qualidade do movimento.

  • 5° Passo: Quantificar

Sempre o último passo. Agora sim é seguro e apropriado estabelecer critérios de volume e intensidade, com ótima segurança e máximo aproveitamento fisiológico perante o treinamento.

E tudo isso gera resultado! Eu garanto!

Quando tenho um primeiro contato com um novo cliente, peço gentilmente que me diga quem ele é. Posso conhecê-lo em um bate-papo breve, saber sobre seus anseios, sobre seu histórico de atividade física, etc. Mas, a apresentação fundamental pra mim não vem acompanhada de palavras, mas de movimento. O corpo fala, e não me omite absolutamente nada!

Antes de quantificar, qualificar. O caminho fica mais fácil. Por isso que referi há pouco sobre a ideia errônea de se associar o exercício antes como suor. Nas palavras de Gray Cook, “é absurdo colocar carga sobre uma disfunção”. Simples e objetivo. Talvez não tão difundido na maioria das academias pelo sentido No Pain, No gain (Bullshit) apregoada na década de 80.

O entendimento acerca do exercício evoluiu muito de lá pra cá, inclusive nosso entendimento sobre o corpo humano e sua lógica primária de existência: MO-VI-MEN-TO.

Dica expressa!

Treinamento Funcional sim senhor!

Se você ainda não leu o artigo os “5 Mitos que subestimam o treinamento funcional” esta perdendo uma chance de ouro de alavancar seus treinos. Sugiro fortemente que o faça clicando aqui.

Se já leu, fica fácil entender como potencializamos um agachamento através da melhora da função de ombro e quadril, por exemplo, e assim, aquela imagem comum de um meio agachamento, só para aumentar carga, é tão bizarra quanto fazer rosca alternada com kettlebell. Ou seja, todos os levantamentos devem ser potencializados por exercícios complementares, mas sobretudo por uma ótima mobilidade articular.

Parafraseando a filosofia do FMS,

Se mova bem, e com frequência.

Grande abraço!

5 mitos sobre treinamento funcional e sua diferença para o Crossfit

5 mitos sobre treinamento funcional e sua diferença para o Crossfit

Tudo que vira moda tende a cair em mãos e mentes despreparadas sedentas por invencionices mirabolantes

Um método de treinamento absolutamente lógico, seguro e completo. Existe? O verdadeiro treinamento funcional é isso!

Mas antes de seguir em frente, tenho que dizer que treinamento funcional e Crossfit se diferenciam em apenas uma coisa: o método.

Os equipamentos são exatamente os mesmos. Barras olímpicas, kettlebells, exercícios com o peso do corpo, cordas, etc…

E é nos detalhes que tudo se elucida. Vou escrever um post em breve tratando esse tema. Hoje especificamente, tenho que falar sobre os mitos que existem quando se fala em TREINAMENTO FUNCIONAL.

Let´s go!

Segue aí nossa definição sobre o que é TREINAMENTO FUNCIONAL.

“Treinamento funcional é a sequência de treinos físicos planejados e contextualizados que visam atender uma ou mais demandas neuromotoras, bem como adaptar de modo positivo as respostas hemodinâmicas e morfofisiológicas do corpo humano, através do padrões básicos do movimento, estabelecendo níveis ótimos de estabilidade, mobilidade e função articular, gerando resultado sustentado e contínuo ao público não-atleta, semi-atleta e atleta”

Ao defini-lo, basta entender os dois termos plenamente. Primeiro é entender o que é treinamento.

O que é treinamento

Resumindo o termo, treinamento é a sequência de treinos planejados e contextualizados que visam atender uma ou mais demandas neuromotoras, bem como adaptar de modo positivo as respostas hemodinâmicas e morfofisiológicas do corpo humano.

Vejam. Sequência lógica, planejada, pensada, com começo-meio-fim, com critérios baseados em prévia análise das necessidades do aluno.
E ainda mais importante, isso é embasado nos princípios do treinamento físico, aqui listados segundo Wilmore, Costill e Kenney no ótimo Fisiologia do esporte e do exercício (Editora Manole, 4º edição):

Princípios do treinamento:
Individualidade
Especificidade,
Reversibilidade
Sobrecarga progressiva
Varição de intensidade
Periodização

É claro que para entender cada um desses princípios é preciso muito estudo, cuidado e critério. Vamos pegar então um caso e encaixá-lo em uma situação apenas como exemplo. Imagine uma aula com mais de 10 pessoas, de idades e condições físicas diferentes. As tarefas consistem em agachamentos com ou sem carga, em saltos variados, em arremessos de bolas para o alto ou para o chão, bater corda naval e correr entre cones. As aulas tem em média 40 minutos.

Agora pense nos princípios do treinamento. Não houve individualidade,todos fizeram a mesma coisa. Não se encaixou sobrecarga progressiva, porque não se sabia qual era a sobrecarga ideal para cada um. E não houve periodização com certeza, porque se os dois primeiros citados não foram respeitados, impossível que a periodização esteja planejada.

Respeitar esses princípios é o primeiro passo, é determinar de fato o que é treinamento. É preciso cuidado ainda com o fato de em cada aula ser uma “coisa nova”. Aqui fica o alerta: TREINAMENTO ALEATÓRIO GERA RESULTADO ALEATÓRIO. Não é o que queremos. Queremos ter controle absoluto de cada variável de treino para certificar que o aluno esta respondendo bem a cada uma delas para sua meta final. Caso sim, ótimo. Caso contrário, o ajuste é necessário. Só assim saberemos o que deu certo e porque deu certo.

E o que é funcional

O termo Funcional vem sendo utilizado em larga escala pelas academias espalhadas pelo país. O boom dos anos 2000 fez o termo ser conhecido, mas também ser banalizado. Michael Boyle nos anos 80 sistematizou e deu nome ao que hoje conhecemos por treinamento funcional. Entretanto, a denominação em seu próprio entendimento está banalizada. Isso porque se convencionou que qualquer coisa diferente, ousada ou exótica é funcional (???).

Hoje, nas palavras dele mesmo, muitos profissionais se escondem atrás do termo funcional, por não conhecerem a fundo o treinamento físico. Ainda em suas palavras, é o método certo em mãos erradas. Faça o teste você mesmo. O que é treinamento funcional? É correr até suar? É saltar em uma caixa até não aguentar mais? É fazer agachamento na bola? É “trabalhar as musculaturas mais profundas”? Onde está o contexto disso tudo?

A ideia de Michael Boyle era simples e direta. Explorar as capacidades físicas para um excelente resultado atlético, sem máquinas, com liberdade de movimento, e que principalmente as funções do aparelho locomotor fossem respeitadas e potencializadas. Função, funcional.

Na busca de entendimento e aplicação sobre funcionalidade, encontramos referências mundiais que norteiam nosso trabalho. Mobilidade, amplitude de movimento, força, trilhos miofasciais, estabilidade, função articular. Tudo isso deve ser tão observado quanto os princípios do treinamento físico. Aí a funcionalidade se justifica, melhora a vida das pessoas, gera resultado sustentado e se solidifica cada vez mais em um mundo que exige excelência a todo tempo.

Isso é treinamento funcional!

Com critério e metodologia atingimos qualquer resultado. Hipertrofia, emagrecimento, condicionamento físico geral, melhora em algumas dores causadas por assimetrias musculares, etc.

Esse é nosso papel, esclarecer e fazer sempre o melhor. Acreditamos no que fazemos e fazemos o que amamos.

Agora sim. Se prepare para extinguir de vez alguns mitos que subestimam o diamante do treinamento físico!

Let´s Go!

Os 5 mitos que subestimam o treinamento funcional

Mito 1 : Treinamento funcional é só com o peso do corpo

Jamais.

Algumas estratégias do treinamento de força se utilizam do peso corporal. Flexão de braços e a temida barra fixa são exemplos disso. Dependendo do volume e intensidade de ambos é praticamente uma penitência realizá-los com a qualidade que espera.
Não por acaso são exercícios muitas vezes esquecidos nas academias, o que é uma pena, visto que exercícios de CADEIA CINÉTICA FECHADA são mais efetivos em relação aos de CADEIA CINÉTICA ABERTA.

E essa é apenas uma estratégia do treinamento de força. Os trabalhos com carga externa, com uso de barras e anilhas é fundamental dentro de um sistema de treinamento funcional efetivo e genuíno. Não à toa, aqui no Studio, os carros-chefe do treinamento resistido são os agachamentos e suas variações (Back, Deep, ao paralelo, Front, etc…) e o Deadlift.

Aqui mesmo no blog você já deve ter lido que as bases do treinamento funcional (o verdadeiro) são: PADRÃO BÁSICO DO MOVIMENTO, PROGRESSÃO CONTÍNUA E EQUILÍBRIO ENTRE AS CADEIAS ARTICULARES. E dentre os PADRÕES BÁSICOS DO

MOVIMENTO estão:

EMPURRAR VERTICAL E HORIZONTAL
PUXAR VERTICAL E HORIZONTAL
DOMINÂNCIA DE JOELHOS
DOMINÂNCIA DE QUADRIL

Todos eles com ou sem carga externa.

Alunos em estágio avançado executam com perfeição um agachamento ao paralelo com até 140 kg. E sobem com até 160 kg no Deadlift.

Assim como os levantamentos principais se utilizam de carga externa (me refiro a eles como o Quarteto Fantástico. Tem um post dedicado a ele no blog, e já deixei o link prontinho no final desse artigo), seus auxiliares também o fazem.

Portanto, esqueça essa história de peso do corpo. Bullshit.

Mito 2: Como não existem máquinas, não existe hipertrofia no treinamento funcional

Seu músculo precisa ser estimulado para que haja a condição metabólica adequada para gerar hipertrofia, ou ganho de massa muscular, como queira. Para ele, independe como você o estimula, seja com uso de equipamentos ou não. A qualidade (amplitude de movimento e tempo em contração) é quem vai determinar seu crescimento.

Já parou para pensar que as máquinas que você aluga na academia são facilitadoras de movimento. E à medida que seu treino vai avançando elas vão ficando para trás?

Quer um exemplo? Qual é o principal exercício pensando em membros inferiores? Agachamento, certo? E para os membros superiores? Qual o exercício mais executado? Supino, ok? Qual deles é feito em máquina? Nenhum.

Pois é.

Esse mito pavoroso se relaciona diretamente com o Mito 1. O TREINAMENTO RESISTIDO, como é chamado o treinamento com pesos, não pertence à musculação. Treinamento resistido pertence ao treinamento físico. Ponto. E dentro desse contexto, nada mais natural que ele seja o Big-Boss do TREINAMENTO FUNCIONAL (o genuíno).

As únicas alavancas e eixos necessários para treinar os músculos e fazê-los produzir força de modo integrado são as do próprio corpo. Máquinas são dispensáveis”

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Mito 3: Treinamento funcional é treino de equilíbrio

Não, não e não!

Tenho um exemplar bem aqui do meu lado do excelente AVANÇOS NO TREINAMENTO FUNCIONAL, do nada menos Papa do Treinamento Funcional, o americano Michael Boyle. Em um dos seus escritos dessa obra indispensável ele cita sim o equilíbrio. Mas equilíbrio pleno entre as cadeias, ou seja, lado direito forte, lado esquerdo forte. Membros inferiores fortes, membros superiores fortes. Centro anterior forte, centro posterior forte.

Isso é equilíbrio. Um corpo equilibrado para executar com inteligência e eficácia qualquer tarefa motora que lhe for proposta dentro do contexto do treinamento.

Que fique claro. Exercícios em bases instáveis recrutam sim placas motoras que dificilmente são recrutadas com exercícios isolados ou multiarticulares. Mas não quer dizer que você os fará. Tudo depende do seu estado de treinamento, da sua condição motora e principalmente, de como isso será aplicado para sua melhor performance.

Tenho alunos aqui com mais de 1 ano de treinamento que nunca nem chegaram perto de um Bosu Dome, ou de uma bola suiça.

Mito 4: Treinamento funcional é feito em circuitos

Não, não, não, não e não!

Primeiro vamos categorizar circuitos. São exercícios sequenciados, compostos por no mínimo 10 repetições. Pelo menos metade deles deve ter carga externa com no mínimo 60% de 1 repetição máxima. Quantos exercícios? Pelo menos 10. É de um volume e de uma intensidade realmente muito grandes. Logo, não espere que um aluno execute com perfeição um circuito com segurança mecânica suficiente para aplicá-lo assim, aleatoriamente.

Você que é meu aluno, não me deixará mentir. Olha como ficaria um circuito de força pra você.

ESTAÇÃO 1 > LAVANTAMENTO TERRA 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 2 > REMADA TRX 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 3 > PRESS COM HALTERES 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 4 > EXERCÍCIOS ABDOMINAIS 20 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 5 > FRONT SQUAT 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 6 > BARRA FIXA 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 7 > SUPINO RETO 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 8 > STIFF 10 REPETIÇÕES
ESTAÇÃO 9 > FLEXÃO DE BRAÇOS
ESTAÇÃO 10 > PRANCHA FRONTAL 1 MINUTO

Detalhe, 120 segundos de repouso entre cada um.

Asseguro com toda convicção que apenas pessoas muito bem treinadas o farão, e com um esforço exorbitante.

Existe mais do que músculos, suor e vontade nisso tudo. Ao final de um trabalho como esse o sistema nervoso central estará tão excitado que ficaria praticamente impossível voltar pra casa sozinho.

Viu como circuito de verdade é pesado demais para a maioria da população?

Exercícios combinados, com previsão de tempo de execução ou número de repetições é legítimo e muito bom. Dependendo lógico do contexto do treinamento.

Atende suas necessidades e vontades. Ok.

Não atende? Algo esta errado.

Leia também: Colesterol e Exercício Físico

Mito 5: Treinamento funcional é feito em grupo

Uma pausa por favor. Deixa eu recuperar o ar.

 

 

 

Não, [email protected], não é.

Por mais que um grupo seja homogêneo, cada componente ainda terá necessidades específicas. Afinal, você não é um robô.

É inadmissível que dentro de uma ambiente que ofereça TREINAMENTO FUNCIONAL a galera esteja apenas revezando estações. Em que contexto de evolução isso se enquadra?

Se existe um grupo de pessoas no mesmo ambiente, obrigatoriamente deve existir um planejamento específico para cada uma delas. Tanto para os trabalhos de mobilidade, quanto para os trabalhos de força, como para os treinos intervalados de alta intensidade.

Oferecer a mesma coisa para um grupo é empurrar “guela” abaixo sua preguiça em desenvolver treinamento na essência, ou seja, individualizado. Seria muita coincidência que 10 pessoas de sexo, idade e condição física diferentes tenham as mesmas necessidades.

Ou não?

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Mas existem sim muitas atividades assim por aí. E são super legítimas. Afinal, não existe uma verdade absoluta sobre a maneira de se aplicar o exercício. Existe sim uma diversidade importantíssima em relação à oferta de treino físico. Mas, nomear atividades assim como TREINAMENTO FUNCIONAL é como chamar um Fusca de Mercedes.

Ambos tem quatro rodas, marchas e te levam para vários lugares. Mas não são a mesma coisa.

Estamos entendidos?

Ps. Acesse o site da Bpro Treinamento Físico Funcional. Os caras também sabem o que dizem. http://www.bprotreinamento.com.br/