#CARÁTER #PERSISTÊNCIA#DISCIPLINA#HUMILDADE

Podcast#16 – Manipulação de cargas em treinos tensionais e metabólicos

A manipulação de variáveis de cargas determina o sucesso, tanto do treino com ênfase tensional, como em ênfase metabólica.

Consegue dissociar um do outro? Tem dúvida do que caracteriza cada um? E como aplicar no macrociclo do seu cliente?

Saiba sobre tudo isso no episódio #16 do nosso Podcast!

Realmente o treinamento de força é uma arte! Falo sobre nomes como Charles Poliquin, Jim Wendler e Mark Verstegen. Ideal para quem gosta de periodização!

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Dúvidas, sugestões? Deixe nos comentários ok;)

 

Podcast#9. Kettlebell: Força, Potência e Segurança

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Kettlebell!

Parece ferramenta nova para ti? Nem tanto!

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Há mais de 300 anos os russos já desenvolvem muito de seus trabalhos físicos com essa magnífica ferramenta. Confesso ser um grande entusiasta dos trabalhos com essas esferas de ferro!

Nesse episódio, o primeiro de 2018, apresento muito sobre como desenvolvo trabalhos de força, potência e tarefas de transferência com kettlebell’s.

Falo ainda sobre o porque ele é tão importante como base para os levantamentos olímpicos e também no emagrecimento.

Aqui esta o vídeo do Pavel Tsatsouline apresentando de modo magistral suas ideias sobre Kettlebell.

E aqui os link que me refiro no cast:

StrongFirst

Ouça pelo iTunes 🍎 se preferir.

Enjoy!

Por que o treinamento de força emagrece?

Por que o treinamento de força emagrece?

Veja 5 pontos-chave para evitar o efeito sanfona e como o treinamento funcional emagrece, sendo o treino de força o grande responsável.

 

Conhece alguém que emagrece muito em pouco tempo e volta a ganhar peso assustadoramente?

Eu também, e muitas.

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Se isso já aconteceu com você sem nenhuma explicação, não se preocupe. Agora tudo fará sentido. Emagrecimento sustentado sem um ótimo trabalho de força é ilusão.

Não à toa, a indicação de ao menos três sessões semanais de treinamento de força é recomendada com veemência por diferentes associações de saúde no mundo, como o American College of Sports Medicine, o American Diabetes Association e o American Heart College.

Minha intenção aqui é deixar tudo mais claro pra você da maneira didática possível, ainda que o corpo humano seja a mais fascinante e misteriosa estrutura que existe. E se ao final da leitura desse artigo eu conseguir te convencer que o treinamento de força é o carro-chefe do emagrecimento, ficarei super satisfeito!

Let´s go!

#1 Aumento do consumo de oxigênio às custas de mais placas neuromotoras ativas

Já percebeu que quando você começa a treinar depois de um período de recesso tudo parece mais difícil?

Ou ainda, você se lembra da sua primeira semana na academia?

Os pesos pareciam judiar a cada instante dos seus músculos. Duas semanas depois, aquelas mesmas cargas ficaram leves, a ponto de você aumentar consideravelmente as cargas e sua recuperação no pós-treino parece que melhorou muito. Aquelas dores do dia seguinte já não são tão intensas a ponto de você quase não conseguir pentear o cabelo ou sentar em uma cadeira sem que alguém te olhe com piedade. Mas…o volume dos seus músculos não aumentou! O que explica isso?

Simples. Seu sistema neuromotor passou a recrutar mais placas motoras para o trabalho pesado. Nosso corpo é extremamente eficiente e econômico. Não o aproveitamos em sua totalidade, a menos que ele perceba que isso é realmente necessário. Quando começamos a exigir mais dele, sua resposta é rápida e eficaz.

Agora pense! Se mais placas motoras estão ativas, mais fibras musculares também estão. E se mais fibras estão trabalhando, mais mitocôndrias estão trabalhando. Se elas estão em atividade, mais oxigênio é consumido e mais gordura é utilizada como fonte energética.

Claro como a luz do dia.

#2 Músculo: a usina devoradora de gordura

Músculos. Desejo de uns, temor de outros. A verdade é que para um baixo percentual de gordura corporal é indispensável ter músculos em quantidade e responsividade excelentes.

O chamado treinamento resistido, ou treinamento de força, promove adaptações neurais e metabólicas que induzem ao aumento da Taxa Metabólica Basal (TMB). A TMB é entendida como o total de energia que o corpo dispende para manter as funções orgânicas em atividade plena. O aumento de apenas 0,5kg de músculo pode resultar em até 40kcal a mais de TMB por dia. Ao final do mês, essa somatória pode chegar a até 1000kcal apenas pelo aumento da quantidade de massa magra, sem qualquer alteração na dieta.

Mais. A TMB também se eleva muito após uma sessão de treino de força, devido à necessidade de maior consumo de oxigênio pelo sistema, e essa elevação perdura por até 48/72 horas. É o que chamamos de EPOC, e vamos falar dele em instantes.

Durante exercícios de alta intensidade, a mobilização da gordura (ácidos graxos) se dá muito em função das respostas do sistema endócrino, especialmente dos hormônios GH (hormônio do crescimento) e das catecolaminas (adrenalina principalmente) aumentados durante uma atividade dessa natureza.

Então meninas, esqueçam aquela história de “dar migué” no treino de força e caprichem mesmo, sem dó!

 

#3 EPOC e exercício. E respeite o tal do PGC1-α, por favor!

Ainda que estejamos falando de músculos, o foco principal do emagrecimento sustentado e saudável é a redução do percentual total de gordura, ok?
Logo é preciso entender o que se passa no organismo quando você começa a se exercitar.

Antes de sair por aí correndo de blusa e capuz para “derreter” gordura, sugiro fortemente que sua leitura esteja livre de perturbações até o final desse texto.

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Aula de biologia?

As mitocôndrias são organelas celulares onde o metabolismo oxidativo acontece. Esse metabolismo usa como fonte energética os ácidos graxos, ou seja, a gordura. Então, o raciocínio é simples. Como consigo mais organelas como essa para potencializar o consumo de gordura no corpo? Criando mais músculos, ora!

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PGC-1α é um factor que se sabe regular o número de mitocôndrias nas fibras musculares esqueléticas, afectando, por isso, a resistência física. Modificações que ocorrem durante o exercício físico estimulam a produção desta proteína, que actua conjuntamente com com factores de transcrição especializados (PPAR e NRF-1) para produzir componentes mitocondriais. Obtido do site Scienceinscholl.org

Tanto o número de mitocôndrias como a velocidade e qualidade com que elas trabalham (responsividade) se tornam mais efetivos como resultado de um treinamento de força adequado e contínuo. Isso significa que seu sistema orgânico passará a absorver mais do oxigênio que você inspira para metabolizar a gordura nessas grandes usinas geradoras de energia chamadas mitocôndrias.
O site Science in School traz informações super legais sobre o assunto.

E quando você treina e vai pra casa, a mágica contínua acontecendo. Através do estímulo mecânico que você deu ao corpo, as respostas dele para retornar ao estado pré-exercício e prepará-lo para a próxima sessão de treino necessitam de mais energia. É o que chamamos de EPOC (Excess Post-exercise Oxigen Consumption), ou Consumo de Oxigênio pós-exercício. Esse efeito perdura por até 72 horas dependendo do volume e da intensidade do treino, e eleva em até 15% o consumo de oxigênio mesmo você estando em repouso. E esse é um dos motivos mais racionais para uma indicação de assiduidade de treinos entre 3 ou 4 vezes na semana.

Você amiga esta lendo o texto, já tem a resposta para uma das questões mais levantadas nas academias. Por que homem emagrece mais rápido? Por que tem mais músculos.

Posso treinar todo dia? Claro! Preciso treinar todo dia? Graças ao EPOC não.

 

#4 FNDC5/Irisina e Browning! Muito prazer!

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A partir da observação de adipócitos beges no depósito do tecido adiposo inguinalsubcutâneo, encontraram um fator solúvel que ativaria esse escurecimento do tecido adiposo branco (TAB). Esse fator foi chamado de Irisina, nome advindo do Deus grego Iris (mensageiro), visto que seu papel primário parecia ser o de realizar uma comunicação entre o músculo e o tecido adiposo, para haver um aumento da disponibilidade de energia para o trabalho muscular, sendo assim inserida no grupo de substâncias chamadas miocinas, em função de sua secreção muscular. A secreção de Irisina se daria pela expressão e clivagem de um fragmento proteolítico de tipo I da proteína de membrana, chamada fibronectin type III domain-containing protein 5 (FNDC5), a partir da expressão do peroxisome proliferator-activated receptor-gamma coactivator 1 alpha (PGC1 alfa). proporcionando assim perda de peso e melhoras metabólicas. Todo esse mecanismo é ativado em grande magnitude pelo exercício físico, em especial o treinamento de força.

Browning e FNDC5/Irisina. Se são termos desconhecidos para você melhor rever seus conceitos sobre treinamento físico e emagrecimento.
Ou, se você já foi vítima dos famosos 40 minutos de esteira e 2 horas de jump pode começar a ficar irritado.
Músculo esquelético, mais que seu papel estrutural e locomotor é órgão endócrino com uma capacidade incrível de mutação orgânica.
Diversos estudos apontam que a Irisina, um peptídeo secretado pelo músculo, decorrente das contrações musculares, induz o que chamamos de Browning.

Browning é a resultante da ação da Irisina no tecido adiposo branco, convertendo-o em tecido adiposo marrom. Essa alteração favorece de maneira grandiosa a termogênese, ou seja, maior gasto energético e aumento da taxa metabólica basal.

Veja como o conhecimento sobre nosso sistema orgânico avança cada vez mais, e como o exercício exerce papel fundamental para derrubar as barreiras do senso comum.

#5 Por que o efeito sanfona é tão comum?

Estamos falando do papel do músculo no emagrecimento desde o início do artigo, as funções da mitocôndrias, como as adaptações ao treinamento de força geram mais gasto energético, etc, etc.

E tenho certeza que agora você já sabe a resposta para a pergunta acima.

Dietas restritivas e exercícios com predominância aeróbia (corrida, zumba, jump) vão gerar perda de peso? Vão.

Perda de peso sim, gordura talvez, e músculo com certeza!

E você acha que é bom perder músculos? Óbvio que não! A capacidade de sinalização de tudo isso que falamos até agora cai dramaticamente. Sua capacidade de metabolizar gordura cai. Ponto.

A grosso modo, é como se você tivesse 10 usinas gerando energia a todo vapor, usando petróleo como fonte para geração energética. Do nada, você manda destruir 3 dessas usinas. O que você acha que vai acontecer? Você vai perder capacidade de geração de energia. E no caso do corpo, você vai perder a capacidade de gerar energia através da gordura.

 

A sarcopenia, termo usado para esse quadro de perda de massa muscular é tão assustador que pesquisadores a relacionam com a prevalência de Diabetes Tipo II. Treinar força é questão de saúde pública! Óbvio, né. Se o músculo é um órgão que sinaliza entre tantas coisas o controle dos níveis de açúcar no sangue, é plenamente aceito que ao perder músculo, essa capacidade de manter níveis glicêmicos seguros cai bastante. Veja o tamanho da importância dos músculos no seu sistema orgânico.

Não se trata de “marombar”. Se trata de manter músculos em boa quantidade e responsivos para cada faixa etária e ativos o tempo todo.

 

E não se esqueça de comentar abaixo!

Grande abraço!

HIIT – o mais eficiente para o emagrecimento. E para hipertrofia também.

HIIT – Treinamento Intervalado de Alta Intensidade: emagrecimento e hipertrofia em poucos minutos

A prescrição do famoso HIIT depende de muitas variáveis e de processo contínuo

É possível fazer HIIT na bicicleta? É possível na esteira? E na musculação?
Usar a estratégia com o HIIT me ajuda a emagrecer? E a ganhar músculos? E a melhorar minha corrida de rua?

A resposta é sim para todas acima.

HIgh Intensity Interval Training, ou TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE, parece ser a nova moda das academias, studios e Box’s mundo afora. E sempre que alguma esta na moda, seu uso pode ser altamente perigoso, não pelo método (que com certeza é fenomenal e inteligente), mas pelo seu uso indiscriminado e aplicado sem processo lógico, dentro do contexto de treinamento.

Seja [email protected] Você acha que o HIIT é um método novo?

Não tão novo assim vai…

Provavelmente antes da data que vou mencionar aqui alguém já fazia algo semelhante ao que hoje é denominado Treinamento Intervalado de Alta Intensidade (HIIT). Em 1930 (primeira metade do século passado [email protected]) já experimentavam séries de treino que duravam poucos minutos, mas com intensidade realmente elevada!

Falando em intensidade de treinamento:
Frequência cardíaca Máxima, Consumo máximo de oxigênio (VO²Máx) e a Percepção de subjetiva de esforço

O assunto é treinamento intervalado de alta intensidade. Então não posso deixar de citar esses indicadores de capacidade e intensidade. Sem isso, falar de HIIT se torna vazio e superficial. É preciso entender como o mecanismo de fornecimento energético funciona.

Em um dos artigos aqui do blog, eu digo que é impossível “fragmentar” o corpo na tentativa de explicá-lo por partes isoladas. Isso vai ficar bem claro agora, quando você perceber que sair do estado de repouso para exercício, ainda que moderado, gera enormes mudanças fisiológicas no sistema respiratório, sanguíneo e metabólico.

Sistema de fornecimento energético

Para que você esteja agora parado lendo esse texto seu corpo cobra um custo. O tempo inteiro existe uma série de funções celulares produzindo energia para que você possa realizar a mais simples tarefa. Inclusive dormir. Na tentativa de ser o mais sucinto possível, adianto que são 4 são  os sistemas fisiológicos que fornecem energia para suas tarefas. Dos 4 vou abordar apenas os 2 que assumem maior importância nesse momento, deixando para outros posts os SISTEMA ATP-CP e o sistema proteolítico. Em resumo:

SISTEMA GLICOLÍTICO por essência utiliza glicose como meio de fornecer energia para seu corpo, com ou sem a presença de oxigênio gerando como produtos finais alguns metabólitos

SISTEMA LIPOLÍTICO por sua vez utiliza a gordura como fonte para geração de energia tendo como produtos finais H²O(água), CO² (dióxido de carbono) e radicais livres.

E onde devemos atingir para o percentual de gordura seja reduzido?

Aumentar a atividade do sistema lipolítico, às custas de sub-produtos do sistema glicolítico.

Na prática quer dizer mais picos de alta intensidade com pausas curtas.

Consumo Máximo de Oxigênio – VO²Máx

É o valor de pico conhecido como capacidade aeróbia. Ou seja, é o consumo máximo de oxigênio que uma pessoa consome durante o período de esforço. O consumo de oxigênio aumenta de maneira proporcional à intensidade do exercício. Assim, com disponibilidade suficiente de O² e outros precursores metabólicos, a oxidação de gorduras também aumenta em comparação aos níveis de repouso.

É interessante perceber que à medida que o treinamento intervalado é aplicado, e claro, dentro de um contexto planejado, o VO²Máx tende a aumentar absurdamente, em números superiores a 15% dentro de 8 semanas. Isso significa que nesse período a taxa metabólica basal também seguirá aumentada, promovendo, mesmo que em repouso (o efeito esperado do chamado EPOC (Excess Post-Excercise Oxigen Consumption) , uma maior oxidação de gorduras.

Para mais detalhes sobre como funciona esse aumento e os efeitos do EPOC no organismo, clique aqui. Escrevi um artigo sobre emagrecimento e treinamento de força que vai te ajudar bastante a entender isso.

Correlação com Frequência Cardíaca

É um marcador fisiológico responsivo ao aumento da demanda energética, com sinalização neural e hormonal. Assim que a intensidade do exercício sobe, a frequência cardíaca dispara em níveis próximos ao máximo para atender as demandas energéticas a pleno vapor. É possível verificar em qual estado de predominância metabólica a pessoa se encontra durante o exercício através da frequência cardíaca.

Ambos tem relação direta. Conforme as adaptações esperadas do exercício vão surgindo, a mesma frequência cardíaca pode demonstrar maior eficácia, como no exemplo abaixo:

Proposta: Redução do percentual de gordura (Atingir 85% do VO²Máx de intensidade de exercício)

Um sujeito de 70kg, homem, treinado, com frequência cardíaca prevista para 60 bpm (referências em repouso).

VO²Máx 45ml/kg/min (Ou em valores absolutos um consumo de 3,150 litros de O²)

O resultado esperado com o treinamento intervalado no período pós 8 semanas é de:

VO²Máx 52ml/kg/min (Ou em valores absolutos um consumo de 3,640 litros de O²) 

O volume sanguíneo e os batimentos por minuto ficaram inalterados. O sistema foi quem  ficou mais eficiente. A capacidade do sistema aumentou ao aproveitar o oxigênio como fonte oxidativa. Por consequência, para a taxa metabólica basal segue aumentada.

E é simples. Maior consumo de oxigênio, maior metabolismo lipídico.

Aí esta a mágica, não acontece por acaso.

Correlação com Escala de Percepção Subjetiva de Esforço (Escala de Borg)

A escala de percepção subjetiva de esforço foi proposta pelo fisiologista sueco Gunnar Borg. Interes

sante observar que na escala de esforço, representada por cores e números, quão maior é percepção subjetiva, maior também o VO²Máx e a frequência cardíaca.

A Escala de Borg é amplamente utilizada no mundo do treinamento e da preparação física como meio confiável e rápido de intensidade de treinamento.

Você pode baixar em alta resolução a Escala de Borg adaptada, associada com com % da Frequência Cardíaca e com o % do seu VO²Máx. Um exemplar simples e direto para você utilizar nos seus treinos. (clique na imagem)

Agora que falamos sobre como classificar exercício intenso (de verdade), podemos falar sobre métodos e protocolos.

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Alta intensidade e curtos períodos de repouso

A fisiologia do exercício se aprimorou muito à medida que o exercício passou a ser considerado o primeiro aliado para uma vida saudável, vigorosa e longeva. Por isso, ao citar alguns nomes que considero de extrema relevância para o entendimento do HIIT é necessário, mas ao mesmo tempo cruel. Provavelmente algum nome de extrema relevância será esquecido por mim.

Ao citar esses nomes, pense no esforço desses desbravadores para descobrir o que se passa realmente em seu sistema orgânico e de como isso pode te ajudar, ao invés de seguir métodos dos malucos “lifestyle” da internet (Bullshit).

A relação TEMPO x INTENSIDADE x REPOUSO determina o tipo de protocolo e seus resultados esperados. Ainda que existam muitos protocolos, a proporção dessa relação resulta em:

2:1 (2 tempos em exercício para 1 tempo em repouso)
Exemplo Protocolo Tabata (20″ para 10″ – 8 sets)
Intensidade: 85/95% do Vo²Máx ou ~90/95% da FC Máx
Tempo total: 4 minutos

1:1 (1 tempo de exercício para 1 de repouso)
Exemplo Protocolo de Gibala (60″ para 60″ – entre 10 e 12 sets)
Tempo total: 24 minutos
Intensidade: 60% do VO²Máx ou ~75% da FC Máx.

1:6 (1 tempo em execício de alta intensidade e 2 minutos em baixa intensidade)
Exemplo Protocolo de Timmons (20″ para 120″ – 3 sets)
Intensidade: Alta intensidade 85/95% do Vo²Máx ou ~90/95% da FC Máx – Baixa intensidade 50/60% do VO²Máx ou ~65% da FC Máx
Tempo total 7 minutos

Intensidades entre 80-85% do VO²Pico ou 90-95% da frequência cardíaca máxima

 

TABATA: você está fazendo isso errado

Com certeza o mais famoso atualmente é o protocolo que leva o nome de seu idealizador. Quem lê o protocolo do médico Izumi Tabata sabe. Quem não lê, deduz. E quem deduz pode acertar ou errar. No caso a maioria infelizmente erra na aplicação desse protocolo sensacional.

Se você digitar nesse exato momento no Google “Tabata” vai aparecer um monte de vídeos com a galera bem animada fazendo uma série até bacana de exercícios. E o pior. Com sorriso no rosto! Como é possível meu [email protected], atingir sua máxima intensidade de esforço físico mostrando os dentes e com brilho nos olhos?

-Ah, mas é só uma demonstração, dirão os haters. Te dá uma referência de quais exercícios você pode fazer e tals…

Observo em muitos vídeos exercícios com intensidade abaixo do esperado. [email protected], não faça isso. Tudo bem que o protocolo em si exige 170% do VO²Máx (!!!) e dificilmente quem não é esportista vai chegar nesse patamar. Mas, vá ao seu máximo, sem mimimi! Nada de terminar sua série e sair sorrindo para as câmeras. Quem já fez um Tabata bem feito sabe que essa alternativa é simplesmente impossível. Veja mais sobre o protocolo Tabata aqui.

E também, a alternância sem sentido de exercícios dentro dos 8 set’s. Escolha um exercício, que exija demais do corpo inteiro, e vai!

Ai, ai…

Comprovações absurdamente lógicas

Além do tempo reduzido para sua execução, o HIIT tem a vantagem de promover alterações hormonais e metabólicas que superam o exercício de baixa intensidade contínuo, como as caminhadas por exemplo.

Tenha isso sempre em mente, se você conseguir aumentar seu limiar anaeróbio e aumentar o seu VO²Máx, você literalmente vai tornar seu sistema orgânico mais eficaz para utilizar gordura como fonte energética.

Emagrecimento

No estudo de Bagley, da School of Healthcare Science, em Manchester (ING), foi constantado a perda de até 1 kg de gordura ao final de 12 semanas usando como principio o HIIT, em homens e mulheres saudáveis. O aumento do VO²Máx foi de até 9% em comparação às condições pré-treinamento. Leia aqui

Especificamente realizado com mulheres jovens, e em estado de sobrepeso ou obesas, o estudo de Higgins, do Department of Kinesiology-Geogia (EUA) observou grande perda de gordura corporal e aumento da capcidade aeróbia no grupo de mulheres que realizou treinos de sprint de 30 segundos com intesindade alta, em comparação com mulheres que fizeram treino com maior volume de tempo, e menor intensidade. Leia aqui.

Hipertrofia

Para que haja um ganho de músculos às custas do exercício é necessário que algumas condições fisiológicas sejam criadas. Entre elas esta o aumento dos hormônios anabólicos no período pós-treino. São esses os hormônios e isoformas responsáveis para uma síntese proteica eficiente:

GH (hormônio do crescimento)
TESTOSTERONA
IGF-I (Fator de Crescimento semelhante a Insulina)

Antonio Paoli (Universidade de Padova, Itália), em um dos seus estudos publicados no Journal Translational Medicine demonstra um aumento real e significativo da taxa metabólica basal, resultando em maior dispêndio energético e maior consumo de oxigênio após 22 horas em intensidade entre 80-85% de 1 repetição máxima, em 3 séries com pausas de 20 segundos entre elas. Mais do que apenas aumentar o dispêndio energético, seus achados também apontam para maior concentração de lactato e testosterona em período pós-treino, sugerindo condições favoráveis para o esperado anabolismo. Leia aqui.

O alemão Wahl, do Institute of Training Science and Sport Informatics, German Sport University também verificou um aumento significativo dos níveis de testosterona e do hormônio do crescimento, após o treino de alta intensidade. A diferença entre os dois é que Paoli usou o treinamento resistido, ou treinamento com pesos, e Wahl se utilizou de um exercício cíclico, a bicicleta ergométrica, com intensidade de 95% do VO²Máx. Ambos, claro, com repouso bem curto. Leia aqui.

 

Muito bom. Até o seu próximo nível

Treinamento é sequência certo? Fazer HIIT vai te ajudar muito, principalmente durantes as 8 primeiras semanas. Perda de gordura corporal vai surgir com certeza. Melhora na capacidade respiratória sem dúvida. Aí você logo imagina: Se perdi 3 kilos agora, daqui a dois meses atinjo minha meta.

À medida que as semanas passam, sua melhora é nítida. Seu VO²Máx vai aumentar e por consequência sua Taxa Metabólica Basal vai subir. Seu limiar anaeróbio também vai subir, possibilitando que você permaneça em alta intensidade de exercício por um período mais longo. Seus marcadores fisiológicos para anabolismo estarão muito bons, e seu perfil lipídico sanguíneo também já apresentará enorme melhora. Não á toa, diabéticos podem se beneficiar demais com HIIT, devido à maior responsividade da insulina.

Você vai atingir um platô. Ou seja, o que era um estímulo árduo pra você, independente do protocolo ou da relação tempo X intensidade X repouso , precisa ser alterado. Ou pelo aumento de carga, ou pelo ajuste no contexto do seu treino sobre como o HIIT esta sendo aproveitado.

E é aí que você precisa inserir o HIIT no contexto do treinamento.

É por isso que com tudo o que foi dito até agora, e que é verdadeiro e muito bom, só o HIIT não bastará. E reafirmo:

NÃO EXISTE ESTRATÉGIA DE EMAGRECIMENTO CONSISTENTE E DURADOURA SEM QUE HAJA UM EXCELENTE TRABALHO DE FORÇA PERIODIZADO COMO PILOTO

Ainda não leu sobre como o treinamento de força é o Big Boss do emagrecimento? Corre lá. Leia aqui.
Se você fizer do HIIT esse piloto, em breve você terá a sensação de que ele é propaganda enganosa. Funciona. No começo. Até a página 3.

Na verdade ele não é enganoso, pelo contrário. É a estratégia mais lógica que existe.

Mas não tente fazer dele o carro-chefe. Ele é um excelente sentinela, mas não é o dono da casa.