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A fantástica otimização de resultados pelas funções articulares. Treinamento funcional é isso!

A fantástica otimização de resultados pelas funções articulares. Treinamento funcional é isso!

Você já se perguntou qual a função das articulações no corpo humano?

Falar de treinamento funcional é falar de função articular. E porque somente músculos não são suficientes para um movimento pleno.

O que é básico para se falar de treinamento funcional?

Veja na imagem abaixo se não faz todo sentido do mundo! As cadeias são como elos interligados e indissociáveis, e no caso específico do corpo, estruturas articulares e musculares com peculiaridades superinteressantes, cada qual com uma função bem definida.

Veja por exemplo que a função da coluna lombar é gerar estabilidade. Logo, é um absurdo do ponto de vista funcional aceitar que a coluna lombar exerça mobilidade na execução de qualquer movimento ou exercício com sobrecarga, simplesmente porque ela não esta ali para isso. Fazendo uma analogia, é como se você quisesse bater um prego com uma rolo de pintura. Não faz sentido.

Bom senso x Senso comum

É uma questão de bom senso respeitar as funções articulares e saber preservá-las e potencializá-las.
No contexto geral, é preciso assumir desde o primeiro dia do seu treino que mobilidade vem antes de estabilidade, que por sua vez vem antes de força, que vem antes de potência. Uma sequência lógica. Tão clara como a luz do dia.

Carro chefe dos Box Crossfit, exercícios de potência exigem análise mecânica individual extrema e minuciosa.

O senso comum talvez diga para que você chegue no treino disposto a “comer ferro” se for preciso. Pois bem, você até vai. Mas antes vai se preparar bem para que isso seja possível sem nenhum tipo de problema. Por exemplo: vejo enormes riscos a curto, médio e longo prazo junto ao sistema locomotor em se desenvolver um levantamento tipo Snatch (Potência) como o da foto sem uma base extremamente confiável de mobilidade de quadris, ombros e tornozelos, sem a estabilidade necessária de coluna lombar e cintura escapular, e sem um trabalho de força previamente executado, e o principal, sem que haja a devida comunicação entre essas cadeias.

Os melhores do mundo se preocupam em potencializar seus movimentos. Faça como eles

Falando em Snatch, o cara do vídeo se chama Dmitry Klokov. Esse russo foi campeão europeu e mundial de Levantamento de Peso, e é uma das lendas desse esporte. No vídeo abaixo você o vê durante os intervalos entre as sessões do campeonato mundial de 2015. O preparador físico dele sabe, e ele também: Mobilidade é essencial para o sucesso de um levantamento nota 10.

Mario Götze, autor do gol do título alemão em 2014 na Copa do Mundo no Brasil e atleta do FC Bayern de Munique (do site fcbayern.com)

Os atletas de alto rendimento esportivo tem essa base muito bem definida e gerida pela equipe de preparação física. A cultura do brasileiro em relação ao futebol faz com que esse termo seja bastante usado em épocas que precedem o início dos jogos a cada ano. E aqui, como nos grandes centros europeus, o cuidado com o movimento é o primeiro passo para uma temporada de sucesso, que não se limita a uma simples redução no número de lesões, mas que sem dúvida, capacita cada atleta a extrair o máximo rendimento físico em treinos e jogos, elevando o nível geral das competições.  E rendimento máximo cara pálida é igual a resultado seguro e sustentado!

Atenção: não confunda mobilidade articular com alongamento!

Nada deve ser tão minucioso quanto o cuidado do profissional do exercício com o movimento. As grandes ligas norte-americanas como a NBA e a NFL, tem ENORME preocupação com o sistema locomotor, e se utilizam do Functional Movement Screen (FMS ) como ferramenta mestra para direcionar as necessidades individuais de cada atleta em relação ao movimento.

LeBron James e Lee Burton, em testes de pré-temporada

LeBron James, astro da NBA e do esporte mundial. Em 2016 foi o terceiro atleta mais bem pago do mundo segundo a Revista Forbes. Entre salários e patrocínios, arrebatou algo em trono de US$ 77 Milhões. Um exemplo entre tantos outros atletas do mundo esportivo que passam por criteriosa análise de movimento para que possam render o máximo possível, com excelência e eficiência.

A lógica é simples. Sistema locomotor eficiente, atleta em alto nível a longo prazo. E acredite, isso pode separar os ótimos atletas dos atletas fora de série.

Move weel, move often. Na sua vida também, claro!

Esse é o slogan que pauta a filosofia do FMS. Na tradução literal, Mova bem, e com frequência. Tenho a honra de fazer parte desse time que prima pelo refinamento das funções visando um cliente/aluno sem dor e com ganhos gigantescos de resultados, seja ele emagrecimento ou hipertrofia. É ainda mais legítimo quando a presença da filosofia já esta incorporada na sua jornada. Veja aqui 

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Considero que um pleno entendimento sobre movimento ajuda qualquer profissional do exercício a pautar seus trabalhos na coerência e na lógica. A ideia de movimento pleno não tinha tanta importância pra mim, até ser convencido na teoria e comprovar na prática, que qualquer melhora mínima nas funções articulares leva a resultados rápidos, eficientes e seguros.

Você, eu, qualquer um quando adere a um programa de exercício físico vislumbra resultados. Ponto. No âmbito físico, considere o seguinte: seu aparelho locomotor é basicamente composto por ossos, músculos, tendões, trilhos miofasciais, articulações e ligamentos. São 6 componentes com indissolúvel interdependência. Não existe portanto o mais ou o menos importante nesse contexto  pensando em movimento. Esse livro, Trilhos Anatômicos, do excelente Thomas Myers, (clique na imagem para saber mais)  me ajudou muito a entender o todo como todo, e não como a somatória das partes.

“A primeira coisa a se considerar é sempre movimento. Se a qualidade de movimento não está acima de um padrão mínimo, este é o primeiro problema com o qual você tem de lidar” Gray Cook

Movimento. Isso é o que caracteriza o exercício, não o suor. A primeira associação que se faz quando se fala em exercício é ao esforço, ao suor, ao desgaste, ao cansaço certo? Eu particularmente discordo. A primeira coisa a se considerar deve ser sempre o movimento. Qualitativamente. Até porque se o que você espera como resultado final de um bom treino é uma camisa molhada e pegajosa, não vá à academia, visite uma sauna.

Movimento pleno para produzir sinalizações hormonais intensas

Tudo o que se sucede às custas do movimento humano, sua amplitude, variabilidade e intensidade, não passa de produto final, e não a origem. Volto a falar sobre Padrão Motor. Não adianta fazer um Stiff se a DOMINÂNCIA DE QUADRIL não esta bem estabelecida, e isso pode ser ás custas de uma incapacidade temporal de mobilidade de quadril ou estabilidade lombar. Não adianta fazer um milhão de agachamentos esperando glúteos enormes se eles não são recrutados em sua totalidade, estando isso atrelado diretamente à falta de mobilidade de tornozelo ou de ombros. Não adianta tentar aumentar sua carga no Press se o movimento de EMPURRAR esta defasado por falta de estabilidade escapular ou mobilidade gleno-umeral.

Em se tratando de exercício, duas coisas são fundamentais. Mecânica e resposta fisiológica correto? Seu músculo não entende se você esta fazendo 12 ou 5 repetições. A resposta fisiológica se dará pelo tempo que ele permaneceu em trabalho e de como a mecânica que você empregou foi efetiva para desencadear tal efeito. Portanto, otimizar as funções articulares é a primeira etapa de um treino efetivo e de resultado excelente

Considero alguns passos fundamentais para qualquer pessoa que queira se movimentar com qualidade e potencializar imensamente seus resultados, e os faço individualmente com cada aluno aqui do #StudioInvictus:

  • 1° Passo: Analisar

A análise bem feita, com critérios cinesiológicos, leva a constatação do estado funcional das cadeias articulares. Isso assume tamanha importância, sendo possível até mesmo identificar pontos de dor em sua origem, ao invés de simplesmente remediar os sintomas. Aí você vai me dizer: o que dor tem a ver com meu rendimento? Tudo. Qualquer padrão motor que denote dor, te levará a duas situações imediatas. Ou ao decréscimo da sua performance ou a uma parada forçada em seus treinos. E você que treina sabe o quanto é ruim ficar uma semana parado.

  • 2° Passo: Identificar

É possível elencar os pontos fortes e fracos nas funções articulares de qualquer pessoa. Uma queixa comum nos dias atuais é a de dores na coluna lombar e nos joelhos, e raras são as pessoas livres de dor nessas articulações. A falta de mobilidade e estabilidade das cadeias adjacentes é causa evidente desse quadro, e basta identificar onde e como aplicar as intervenções para potencializar os ganhos.

INVC ACADEMY!

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  • 3° Passo: Qualificar

Esse passo esta intimamente ligado ao anterior. A qualificação se baseia no sentido de tornar melhor o que já é bom, e melhorar o que esta em disfunção. As propostas para a qualificação devem se basear em um sistema de progressão contínua e de ajuste fino. Nesse sentido, o conhecimento do profissional, partindo do rudimentar para  o funcional, deve ser colcoado em prática.

  • 4° Passo: Aprimorar

O aprimoramento tem por função transferir a aquisição das funções para o padrão motor em si. Nessa etapa fica nítida a melhora da qualidade do movimento.

  • 5° Passo: Quantificar

Sempre o último passo. Agora sim é seguro e apropriado estabelecer critérios de volume e intensidade, com ótima segurança e máximo aproveitamento fisiológico perante o treinamento.

E tudo isso gera resultado! Eu garanto!

Quando tenho um primeiro contato com um novo cliente, peço gentilmente que me diga quem ele é. Posso conhecê-lo em um bate-papo breve, saber sobre seus anseios, sobre seu histórico de atividade física, etc. Mas, a apresentação fundamental pra mim não vem acompanhada de palavras, mas de movimento. O corpo fala, e não me omite absolutamente nada!

Antes de quantificar, qualificar. O caminho fica mais fácil. Por isso que referi há pouco sobre a ideia errônea de se associar o exercício antes como suor. Nas palavras de Gray Cook, “é absurdo colocar carga sobre uma disfunção”. Simples e objetivo. Talvez não tão difundido na maioria das academias pelo sentido No Pain, No gain (Bullshit) apregoada na década de 80.

O entendimento acerca do exercício evoluiu muito de lá pra cá, inclusive nosso entendimento sobre o corpo humano e sua lógica primária de existência: MO-VI-MEN-TO.

Dica expressa!

Treinamento Funcional sim senhor!

Se você ainda não leu o artigo os “5 Mitos que subestimam o treinamento funcional” esta perdendo uma chance de ouro de alavancar seus treinos. Sugiro fortemente que o faça clicando aqui.

Se já leu, fica fácil entender como potencializamos um agachamento através da melhora da função de ombro e quadril, por exemplo, e assim, aquela imagem comum de um meio agachamento, só para aumentar carga, é tão bizarra quanto fazer rosca alternada com kettlebell. Ou seja, todos os levantamentos devem ser potencializados por exercícios complementares, mas sobretudo por uma ótima mobilidade articular.

Parafraseando a filosofia do FMS,

Se mova bem, e com frequência.

Grande abraço!